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Mulheres Ganham R$ 505 Menos Que os Homens Nas Mesmas Funções

Indústrias

As mulheres ganham R$ 505 menos que os homens nas mesmas funções. O levantamento da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) leva em consideração o ano de 2017, o mais recente. Para se ter uma ideia, na função de alimentador de linha de produção, eles ganham R$ 2.088,94, em média em Catanduva, enquanto que elas recebem R$ 1.583,33.
O resultado tem como base as ocupações com os maiores estoques. Até mesmo entre os vendedores de comércio a remuneração das mulheres é inferior. Eles ganham R$ 2.273,08, enquanto que elas ficam com R$ 1.784,29. Na função de motorista de caminhão, tanto para as rotas regionais quanto as internacionais, os homens recebem R$ 2.973,51, enquanto que as mulheres ficam com R$ 2.701,23. Uma diferença de R$ 272.
Na faxina, eles também ganham mais que elas, desta vez R$ 222 de acréscimo. As mulheres ficam com remuneração média de R$ 1.349,85, enquanto que os homens ficam com R$ 1.571,89. Para o cargo de auxiliar de escritório em geral, a remuneração média é de R$ 1.946,69 para eles e de R$ 1.727,05 para elas, ou seja, as mulheres ganham R$ 219 a menos.
No comparativo com 2016, a diferença salarial em Catanduva aumentou. Já que nos dados de 2017 está em 24%, enquanto que um ano antes estavam em 21%. Naquela época o alimentador de linha de produção que era homem ganhava R$ 1.877, enquanto a mulher recebia R$ 1.470. O que corresponde a R$ 407 a menos que elas deixavam de receber.
Levantamento da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia mostra que a nível nacional, apesar de terem maior nível de formação, as mulheres ainda ganham menos que os homens, principalmente nas faixas mais escolarizadas. A remuneração média das mulheres com ensino superior completo era de R$ 4.949,14 em 2017, enquanto a dos homens era de R$ 7.678,53 no mesmo ano.
Segundo a Rais, apesar de receberem menos, as mulheres são maioria entre os que possuem ensino superior completo no mercado de trabalho. Elas representavam 58,9% dos profissionais empregados com esse nível de ensino em 2017. Considerando apenas as mulheres empregadas no período, 29,7% delas tinham superior completo. Entre os homens, esse percentual foi de 16,3%.
As maiores taxas de participação feminina estão em atividades relacionadas à saúde (76,6%), ensino (62,6%), indústria têxtil (61,8%) e na administração pública (58,5%). A atuação das mulheres no mercado de trabalho ainda se concentra em setores e ocupações específicas, mas teve crescimento de 1,5% na construção civil.

Cíntia Souza
Da Reportagem Local

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