Cidades

Moradores Fazem AbaixoAssinado e Pedem Volta de Enfermeiro

Enfermeiro atuava em unidade de saúde do Conjunto Euclides (Divulgação/ Street View)
Assine

Os moradores do Conjunto Euclides fizeram um abaixo-assinado e pediram a volta do enfermeiro que atuava na unidade de saúde do bairro. Cerca de 600 assinaturas teriam sido recolhidas e levadas ao Hospital Psiquiátrico e Espírita Mahatma Gandhi que é gestor das unidades de saúde de Catanduva.
Em entrevista ao O Regional, o ex-presidente do bairro, Jorge Luís Lourenço, explica que há algumas semanas houve a troca do profissional do qual os moradores já haviam criado um vínculo. “Ele foi transferido para o Jardim Alpino, mas toda a população do bairro quer que ele volte. Pedimos a volta dele com urgência, por isso as assinaturas do abaixo-assinado foram encaminhadas ao hospital”, informa Jorge.
Os moradores também procuraram por vereadores para que a situação voltasse ao normal, já que como atuava no bairro há muito tempo, o profissional é muito querido por todos.
Procurado pela reportagem de O Regional na tarde de ontem (6) o responsável pela área jurídica do Hospital Psiquiátrico e Espírita Mahatma Gandhi, Emerson Rodrigues, disse que a Associação é uma empresa privada, que possui gestão própria dos funcionários. “E à medida que há necessidade de mudança, contratação e demissão dos colaboradores, não tem que ficar pedindo para ninguém. Tudo bem que é uma questão de saúde, uma questão que envolve a população e o objetivo principal da instituição é o bem estar dos usuários, como é tradição da empresa e assim está sendo executado. Porque a população reconhece os bons serviços prestados tanto na UPA quanto na atenção básica e visando justamente a qualidade nesse serviço”, informou.
A decisão, ainda de acordo com Rodrigues, foi tomada pelo corpo técnico com o sentido de alocar o enfermeiro para a unidade do Alpino. “Ele estava inicialmente no conjunto Euclides há certo tempo, fazendo um trabalho excelente, tanto que as pessoas estão clamando pela volta dele, mas foi identificada pelo corpo técnico uma carência extremamente grande no Jardim Alpino e vou confessar que a população do Euclides não é melhor que a do Alpino e a do Alpino não é pior que a do Euclides”, complementou.
O advogado também conta que o corpo técnico teria identificado dificuldade na unidade em que o enfermeiro agora faz parte. “Uma população muito carente, muito desassistida e pela qualidade e excelência do trabalho do enfermeiro foi então necessário à transferência dele para unidade para que ele reorganizasse o plano de trabalho, reorganizasse a unidade que estava com dificuldades. Por esse perfil dele de qualidade no trabalho ele foi convocado para fazer esse trabalho de organização da unidade. Como bom funcionário ele atendeu prontamente, se deslocou imediatamente para lá faz pouco mais de 60 dias que isso aconteceu e ele esta executando trabalho excelente”, complementou.
Os resultados da mudança, ainda conforme explica Rodrigues já teriam sido vistos, com a diminuição dos registros de sífilis. “A gente está conseguindo diminuir a incidência de um problema sério de um bairro dos mais carentes da cidade. A incidência de sífilis grande, mais do que a média, e ele tem conseguido atender através do trabalho e organização essa população. Fazendo com que esse tipo de doença não se torne uma epidemia e se alastre para outros pontos da cidade. Além de organização de arquivos, fichários”, disse.
O advogado também explica que a profissional que ficou no lugar do enfermeiro não teve nenhuma reclamação até o momento e aponta que o pedido dos moradores atende a questões de afinidade que foi gerada por meio do acolhimento feito pelo enfermeiro. “Ele conhece pelo nome e a gente entende que alguns usuários na antiga unidade sintam falta dele mesmo que a profissional que esteja no local tenha especialização. Não temos registros de falta de qualidade no atendimento da enfermeira e a avaliação dela é positiva”, comenta.
Rodrigues conta que a necessidade de mudança nos profissionais também inclui avaliação feita pela Prefeitura, que de acordo com ele, também representa descontos nos repasses de verbas. “Por isso, não posso deixar uma unidade comprometida. A gente não sabe precisar o tempo em que o enfermeiro estará na unidade. Não conseguimos precisar. Quando o corpo técnico disser – estabilizou- podemos perguntar se o enfermeiro quer voltar ou continuar. Ou ir para outra unidade, ele tem liberdade no pedido de transferência”, finaliza.

Cíntia Souza
Da Reportagem Local