Início - MOMENTO PANDÊMICO E O CENÁRIO POLÍTICO

MOMENTO PANDÊMICO E O CENÁRIO POLÍTICO

Como início desse comentário, ressalte-se que, em meio à pandemia da Covid-19, milhões de pessoas em todo o mundo e os aspectos econômicos de mais de 190 países tentam algumas fórmulas de se adaptar à realidade atual e reduzir as possíveis recessões dentro desse cenário que se apresenta no momento.
As orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) são muito objetivas para contenção do avanço do coronavírus com o intuito de promover isolamento social, além dos esforços que compreendem os hábitos de higiene, os quais não se constituem em novidade para as pessoas esclarecidas nesse campo.
Há de se ressaltar o fato de que no Brasil, por exemplo, a propagação do novo coronavírus fez com que ampliasse o clima político entre a União, Estados e Municípios com divergências que se sucedem a cada dia que passa com denúncias de toda a natureza e prisões de última hora fazem com que os parlamentares se posicionem em torno de alguma saída para a normalidade da condução da política.
Pelo que se percebe, o presidente Jair Messias Bolsonaro tem se comportado de uma forma coerente com seus ideais desde quando exercia o mandato de deputado federal pelo Estado do Rio de Janeiro e, nessas condições, seria surpreendente se mudasse de postura, onde algumas atitudes não vêm ao encontro de uma grande parte da população brasileira. Apesar dos pesares, o presidente vai se mantendo no mandato que exerce, porém, são momentos de dúvidas no que tange às suas atitudes, mormente se está sendo amparado pelas forças que o assessoram, sendo que é fundamental que ele valorize o ensino e o Sistema Único de Saúde, apesar das dificuldades que tomam dimensão em função da Covid-19, mas a luta deve ser incessante em sintonia com o Congresso Nacional.
A mudança de um ministro, principalmente aquele que vem se conduzindo de uma forma aceitável, torna-se uma situação complicada, tanto é que o ex-ministro Luís Henrique Mandetta vinha tendo uma postura aceitável à frente do Ministério da Saúde, porém, eis que, de repente, deixa a pasta em decorrência de divergências entre ele e o presidente da República.
Com a nomeação do ex-ministro Nelson Taich, tudo parecia que o andar da carruagem seguia o seu curso normal, quando mais uma surpresa veio à tona com o seu pedido de demissão. Supõe-se que tenham havido outras divergências entre ele e o mais alto mandatário do poder executivo.
Mandetta conseguiu manter uma boa relação com governadores e prefeitos, porém, à medida que os dias foram se sucedendo, percebeu o ex-ministro que de uma hora para outra seria demitido e não deu outra. A nomeação do terceiro ministro corre o risco de se demitir ou ser demitido em função de uma política que já virou rotina nesse atual governo.
À vista desse cenário, é difícil projetar resultados satisfatórios, porque a situação política de momento é confusa e conturbada, principalmente com denúncias e que ainda persistem em torno de um dos filhos do atual presidente da República, porque respingam na sua imagem e comprometem seriamente o seu estado psicológico.
Até o momento o ministro interino do Ministério da Saúde Eduardo Pazuello vai tocando o barco com a sua experiência e com alguns conhecimentos dessa área e dando explicações como já deu aos parlamentares tempos atrás sobre o estágio em que se encontra a referida pasta, porém, até o dia em que será possível a sua permanência e o seu desempenho na tão importante área da saúde.
Enfim, a batalha contra o coronavírus está sendo um dos maiores desafios da história, um fato que exige perfeita harmonia e sintonia entre os três poderes constituídos, visando, efetivamente, soluções básicas e fundamentais em busca de alternativas no combate ao drama da Covid-19 e a continuidade dos auxílios emergenciais enquanto durar este terrível problema que está sendo enfrentado nos dias atuais.

Alessio Canonice
Técnico em Contabilidade alessio.canonice@bol.com.br

*ARTIGOS ASSINADOS NÃO REFLETEM A OPINIÃO DO JORNAL O REGIONAL