Cidades

‘Mané’ Alonso, Um Marco da Nossa Cultura

Manoel Dearo Alonso. Esse é o nome de uma das figuras mais emblemáticas da Cidade Feitiço. “Mané” (como era carinhosamente chamado pelos amigos e entes mais próximos) detém o título de diretor e roteirista do primeiro filme catanduvense, intitulado ‘O Anjo Nu’.

Contando com Jofre Soares (renomado ator que ganhou destaque ao fazer o papel de um fazendeiro em Vidas Secas) no elenco, a produção, marca histórica para a cultura do município, aborda um tema que, até hoje, é considerado um tabu para a sociedade brasileira: a AIDS.

Como se não bastasse, “Mané” Alonso também foi o coordenador responsável por projetos educacionais para tirar, do risco da marginalidade, dezenas de crianças que moravam em situação de rua. Dava aulas de teatro, pintura e atendia, também, aos menores com necessidades especiais.

Mané, como era carinhosamente conhecido, deixou um legado de amor e amizade para muitas gerações. Prova dessa consideração é a fala de sua filha à equipe do O Regional, Tatiana Alonso, que se emociona ao relembrar do pai: “Eu espero que Catanduva voe tão alto quanto, um dia, ele sonhou. Que os atores e artistas da cidade sejam valorizados como ele tanto lutou para que acontecesse. É uma felicidade e, acima de tudo, uma honra para nós, da família, saber que ele faz parte de um pedacinho da história da cidade”.

Marcado historicamente após sua permanência de anos como diretor do Teatro Municipal e Presidente da Associação dos Artesãos, Tatiana finaliza: “acredito que ele tenha partido sem deixar nenhum desafeto. Pessoas que ele influenciou, que passou pela vida, deixaram um carinho muito grande com ele”.

Partindo em 18 de maio de 2015, deixa, até hoje, saudade nos corações de quem o conhecia.

Da Reportagem Local

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