Cidades

Mais da Metade dos Catanduvenses Possui o Hábito de Ler

Contato com livros desde cedo e de forma constante ajuda a fomentar a prática (Divulgação)

Mais da metade dos catanduvenses possui o hábito de ler. Pelo menos é o que o aponta a enquete realizada através do Facebook do Jornal O Regional. 63% daqueles que participaram do levantamento disseram que praticam a leitura. Apesar de ser um número considerável, a porcentagem daqueles que não se dizem “leitores” também é alta. O dia 8 de setembro é dedicado ao Dia Mundial da Alfabetização, e o alerta é que, para que o índice de alfabetização aumente no país, a leitura deve ser incentivada desde a infância.
De acordo com o Instituto Pró-Livro, para ser considerado um leitor, pela metodologia do estudo, é necessário ter lido ao menos um livro nos últimos três meses. Aos que dizem não praticar a leitura, o motivo é um só: a falta de tempo. É nesse contexto, que especialistas afirmam que, se estimulada, a leitura vira gosto e passa a fazer parte do dia-a-dia do cidadão.
“Um cérebro em desenvolvimento absorve tudo o que lhe é apresentado e forma, no dia a dia, suas preferências, experiências e virtudes. Na primeira infância (até os cinco anos, aproximadamente), o contato com informações, sons, gostos e sentimentos é acolhido de maneira mais rápida, despertando mais ou menos o interesse, a depender do como é apresentado”, afirma Peter Visser, diretor acadêmico de uma instituição.
Na opinião do diretor, a escola deve constituir espaço de apoio à construção de aprendizagens significativas aos alunos e proporcionar oportunidades para o desenvolvimento de habilidades, conhecimentos e atitudes que os auxiliem a compreender o mundo em que vivem, construir relações de respeito e colaboração, ter o desejo de enfrentar desafios, aprender com os erros e criar hábitos durante toda a vida.
“É através da leitura e da reflexão sobre as histórias ou fatos que lhes são apresentados em livros, ou outros portadores de texto, que os alunos são incentivados a construir significado sobre o que leem, estabelecerem conexão com suas experiências próprias e outras leituras e, assim, conquistar novos conhecimentos e desenvolver habilidades”, afirmou.
Para incentivar a atividade e despertar o interesse genuíno, Peter Visser indica propor temas de interesse dos ralunos e utilizar estratégias para ativar seus conhecimentos prévios sobre os assuntos, a fim de que estabeleçam conexão com o que é lido. “A adequação das propostas, para que ofereçam desafios em níveis adequados a cada estágio de desenvolvimento do leitor, também é importante”, ressalta Visser. “Para todas as idades, perguntar e demonstrar interesse pelo conteúdo incentiva os estudantes a valorizar não apenas o livro como o trabalho que o professor faz com ele em classe”, finalizou.

DICAS
Nossa reportagem separou algumas dicas para que os pais e educadores saibam despertar o interesse da criança pela leitura: saiba escolher o livro mais adequado para a idade da criança; saiba ouvir a opinião do pequeno; Analise o melhor local e horário para leitura (opte por ler em um momento e lugar tranquilos); Dar exemplo ao manter o hábito da leitura também é importante; incentive o pequeno a criar e imaginar histórias; Ofereça opções diversas, e apropriadas para acesso livre; conversar sobre os conteúdos e contextualizar ao momento atual ajuda na absorção da mensagem.

Da Reportagem Local