Cidades

Liminar Destitui Pastor e Fiéis se Revoltam Contra Daniel Palmeira

Por determinação da juíza da 3ª Vara, seis pessoas foram nomeadas como interventores
Uma multidão de fiéis da igreja Assembleia de Deus de Catanduva realizou ontem um protesto em frente ao Fórum da cidade, contra a decisão da Juíza de Direito, Ligia Donati Cajon, da 3ª Vara Cível, que concedeu liminar que destituiu no último domingo, o pastor Lucas Martins do cargo da presidência da unidade, e toda a diretoria atual da igreja. 
A liminar foi apresentada ao pastor Lucas Martins minutos antes de ser realizado o culto na igreja, com a presença de uma Oficial de Justiça e seis interventores determinados pela Juíza. 
De acordo o advogado Cássio Spósito que representa os requerentes do processo, o pastor Lucas Martins ao receber a ordem para entregar sua posse se recusou, e foi necessário acionar o reforço policial. Fiéis que estavam presentes na igreja se revoltaram com a situação e chegaram a agredir fisicamente um dos interventores nomeados pela juíza, Daniel Palmeira. 
O pastor assumiu a unidade há seis meses, desde que Maria Lúcia Moraes esposa do ex-presidente da igreja, Paulo Sérgio Moares Dutra (que vem sendo investigado pela 2ª Vara Criminal em Catanduva por possíveis delitos de apropriação indébita, sonegação fiscal, estelionato, e enriquecimento ilícito) também renunciou o cargo, em favor de Martins. 
Segundo Spósito, ainda em dezembro do ano passado, uma média de 40 pessoas inconformadas com o cargo ocupado por Pastor Lucas, apontou que a posse ocorreu de forma ilegal – não foi feita da forma em que consta no Estatuto – e que acusação foi avaliada pelo jurídico. “Na qualidade de jurídico fomos avaliar a documentação apresentada e descobrimos que realmente a forma em que estava empossado o Pastor Lucas como presidente, era uma forma ilegal. Ou seja, sem atender os reclamos do Estatuto. Porque o Estatuto rege de vários direitos e obrigações, sem que você atinja todos estes detalhes você não pode empossar uma pessoa como presidente, vice ou que seja”, disse. 
Na sentença consta que: “que declarações constantes nos  documentos apresentados pelos autores, evidenciam uma possível fraude, em que os documentos trazem notícia de que aprovação da alteração dos estatutos foi fraudada, deferindo assim a liminar para afastar a atual diretoria da Assembleia”. 
Ainda segundo o advogado, para que a posse de Martins fosse legal, deveria ter havido uma eleição por meio de uma Assembleia. “Para que toda a igreja, nessa Assembleia votasse e elegesse o pastor como presidente, agora isto não ocorreu até a data em que entramos com o processo”, afirma. 
“A juíza concedeu parcialmente a liminar, determinando que se retirasse a total diretoria, e se empossasse seis interventores (estes não são ocupantes de diretoria), apenas se estabeleceu seis pessoas, que deverão promover uma nova eleição dentro dos trâmites legais e determinados pela mesma”, explica. 
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Patrícia Santos 
Da reportagem local
Foto: O Regional