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Lava Jato, um novelo em fim

“A notoriedade a que se expuseram, contrasta com a representatividade de suas empresas ao longo dos tempos, caíram na armadilha do ganho fácil.”
Ao entrar na sua vigésima terceira fase, a operação Lava Lato traduz aos cidadãos brasileiros a desolação que provoca profunda contrição, pois a pátria desnuda nos mostra o quão poderia ter sido diferente todos esses anos da administração pública do país.
As ramificações das ações corruptivas ganham contornos internacionais, como já denunciara as contas no exterior da maioria dos envolvidos para escamotear a manipulação vil do dinheiro público, objeto de falcatruas as mais diversas, cuja descoberta propiciou a prisão da plêiade de empresários e políticos.
A notoriedade a que se expuseram, contrasta com a representatividade de suas empresas ao longo dos tempos, caíram na armadilha do ganho fácil. Cabeças iluminadas deixaram rastros de sabedoria que resultaram na evolução da humanidade, a do marqueteiro preso o reflexo da perdição pelo emprego negativo dos dons que lhe foram atribuídos e seu perfil do vale tudo espalhou-se a outras nações.
Mais um dos inúmeros homens de destaque na vida nacional a se ver nas garras dos diligentes operadores desta que certamente será a maior devassa nos esquemas de corrupção que se alastrou a todos os níveis da governança nestas plagas.
A abrangência e rito dos atos de prisão que algemaram todos que estão trancafiados em Curitiba ou que por lá já passaram é inimaginável. Ela expõe as vísceras de um mal endêmico de um gigantesco país. Ele é maravilhoso, bem possível o de maiores possibilidades de evolução do mundo pelas suas riquezas naturais que tristemente vem a pique por maus líderes que exageraram na máxima que sempre os inspiraram – “os fins justificam os meios mesmo que escusos”.
Assim procederam durante mais de dez anos na clandestinidade. Está mais que provado pelas mais diversas prisões do Mensalão e do Petrolão que continuaram com o mesmo princípio espúrio no exercício do poder, razão mais que suficiente para que sejam depostos e presos como foram todos os envolvidos até agora, inclusive os que mercê de suas responsabilidades dizem que não sabem de nada, mas que o exercício do cargo lhe impõe o dever de saber.
À masmorra e deposição dos cargos de tantos quantos por ação ou omissão contribuíram para essa corrupção desenfreada que expõe o país ao ridículo internacional, cujos graves reflexos internos estão só começando
 
José Carlos Xavier
Coronel PM Advogado Professor
Blog: trincheiradopoeta.blogspot.com.br