Cidades

Índice Larvário é 7 vezes Maior que o Considerado Aceitável Pela OMS

A mais recente avaliação feita sobre a densidade larvária – do mosquito Aedes Aegypti – em Catanduva mostra um resultado que pode ser considerado assustador. O índice deste início do ano é sete vezes maior que o considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Porcentagem bem diferente também do visto em outubro do ano passado, quando o Liraa indicava 1,6%.
De acordo com informações da prefeitura de Catanduva, os agentes de endemias avaliaram 6.177 imóveis. Desses, 2.983 estavam abertos para a visita e 3.194 foram encontrados fechados no momento da inspeção. De acordo com a avaliação, as regiões com maior incidência de criadouros foram, respectivamente, as áreas: 3 (12,11%), 4 (8,67%), 2 (5,49%), 1 (5,0%) e 5 (4,32%). Na área 3, onde a situação é mais crítica, estão os bairros: Centro, Solo Sagrado, Alpino, Euclides, Higienópolis e São Francisco.
Além de identificar onde estão os focos do mosquito, a amostragem revela quais os principais tipos de criadouros, como garrafas descartáveis, latas, lonas, pratos de animais de estimação, baldes, sucatas, pratos de planta, pneus, ralos internos, ralos externos e vasos sanitários.
“A rotina de combate ao vetor nas residências deve ser no mínimo semanal, com a aplicação de produtos alternativos para a limpeza de calhas, ralos, caixas d´água, piscinas, lonas e restos de materiais reciclados e de construção que estejam em desuso”, ressalta Daniela Bellucci, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde.
Com base nos números, a EMCAa (Equipe Municipal de Combate ao Aedes aegypti) intensificará o trabalho de retirada de criadouros e orientação à população de forma direcionada, trabalhando, de maneira ainda mais intensificada, nas áreas onde o índice foi maior, até chegar aos bairros que tiveram menor concentração de larvas.
Dentre as iniciativas, o setor agenda visitas e recebe denúncias pelo Disk Dengue 3531-9200. Além disso, estão mantidos os plantões de combate ao vetor aos sábados. A Secretaria Municipal de Saúde solicita que os munícipes colaborem com os serviços e abram suas casas para os agentes.

Karla Konda
Editora chefe