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Histórias são contadas em livro

“Arquétipos de uma vida”, de Luiz Carlos Manfrin, traz histórias de emoções aos leitores.

“Arquétipos de uma vida”, de Luiz Carlos Manfrin, traz histórias de emoções aos leitores.
O Regional: Quando e por que surgiu a ideia de escrever um livro?
Manfrin:
Meu pai era contador de contos, causos e piadas. Tudo ele fazia piada, história.
Na realidade, quem tinha vontade mesmo de escrever um livro era o meu pai, pois ele contava muita história.
Depois que ele faleceu, eu comecei a rememorar as histórias dele, comecei rabiscando, colocando alguns tópicos que me lembrava. Depois fui sentando no computador, escrevendo e comecei a contar a história dele, tanto que o capítulo quatro do livro eu dedico a ele. Na realidade, a primeira ideia do nome do livro era ‘Meu pai sempre contava’, pois foi o primeiro nome que me surgiu e iria colocar por contar as histórias dele.
Depois, logicamente, eu comecei a contar histórias da minha avó, da minha mãe, da minha esposa, dos meus filhos. Com o acesso que a gente tem à internet, buscando mais histórias que sempre gostei também, livros que a gente lia. Quando vi, estava com quase 500 histórias.
O Regional: Quais os temas e histórias abordadas no livro ‘Arquétipos de uma vida’?
Manfrin:
Cada história apresentada no livro tem início e fim, além de uma frase de algum pensador que é um fecho, como se fosse uma moral da história.
Cada capítulo é dedicado a uma pessoa, inclusive eu explico na Apresentação. Cada pessoa me decodificou como um arquétipo. Por exemplo, eu achava a minha avó uma pessoa boníssima, que inclusive, como eu fui filho único e praticamente criado com ela, o máximo da memória que lembro é estar no colo dela e ganhando carinho, contando histórias e muito mais. Era uma pessoa de muita bondade. Minha avó é citada no primeiro capítulo. Já minha mãe eu considerava uma pessoa com muita fé e que confiava muito no propósito divino.
Ao meu pai dediquei o quarto capítulo ‘Otimismo e Desapego’, pois eu o considerava muito otimista e, de uma certa maneira, desapegado da matéria.
O capítulo dois, ‘Paciência’, é dedicado ao meu avô. Também dedico à Cristina, minha esposa, o capítulo 6 ‘Equilíbrio’, pois ela tem muito bom senso. Já o capítulo dez, ‘Atitude’ é dedicado aos meus filhos.
O Regional: Quanto tempo levou para finalizar o livro? Por que o título ‘Arquétipo de uma vida’?
Manfrin:
Na realidade eu acabei gastando quase quatro anos para escrever o livro, fiquei uns dois anos parado sem mexer nele, não tive tempo, aí retomei e concluímos agora.
A explicação para o nome arquétipo é porque a palavra significa tipos de emoções, pensamentos e comportamentos manifestados repetidamente pelo ser humano. São atos que as pessoas vão repetindo, repetindo, repetindo. Por exemplo, não precisa ensinar uma menina a ser mãe, ela já nasce arquetipicamente para isso.
O Regional: Qual o seu objetivo com o livro?
Manfrin:
Eu, particularmente, queria um livro que sempre fosse muito fácil de leitura, que não houvesse necessidade de lê-lo inteiramente para entender.
A cada história ele é pleno em si, mas forma uma continuidade, que é uma história toda.
Você pode abrir em uma página e ler. Esse foi um capricho que eu tive, a questão de que uma história não passa para outra página. Eu fui condensando para que coubesse em uma página. Meu objetivo é ter um livro de fácil leitura para as pessoas e que de certa maneira transformasse em um livro de cabeceira. Ou seja, a pessoa ao deitar, abre o livro, lê uma história, faz uma reflexão e não precisa ler o livro inteiro.
O Regional: Qual a importância de escrever um livro e a importância da leitura às pessoas?
Manfrin:
  A máxima para o meu pai era ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Eu quis, de certa maneira, fechar esse ciclo.
Já em relação à importância da leitura, eu vejo que hoje, a educação resolve o problema de tudo, porque um ser humano educado vai cuidar melhor da saúde. Um ser humano educado não vai depredar o meio ambiente. Um ser humano educado não vai assaltar outra pessoa. De certa maneira eu acho a educação primordial, porque se investirmos em educação através de livros, leituras, escola, estaremos resolvendo os problemas. Penso que a leitura é muito importante.
O Regional: As histórias também têm um toque de humor?
Manfrin:
  Também tem um toque de humor, de alegria. É um livro que prende o leitor. Tem pessoas que leram o livro e já estão retornando para falar sobre o livro.
Quando eu retomei o livro, acabei correndo um pouco no final, porque eu quis participar da 22ª Bienal Internacional do Livro. Então a editora não teve condições de me imprimir todos os livros, mas conseguiu alguns para que eu participasse do evento. Alguns livros que ficaram para mim, distribuí para pessoas conhecidas lerem.
O retorno foi bom, porque as pessoas que leram, falam que o livro é uma alegria e alguns também confidenciaram que ser tornaria o livro de cabeceira.
O retorno é gratificante, é uma realização. Comecei pela minha avó, avô, minha mãe, meu pai. Uma seqüência de pessoas que foram importantes na minha vida.
As histórias não são todas minhas, tem histórias minhas. Como se vê na apresentação são histórias lidas, ouvidas e recriadas.