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Evasão Escolar no Ensino Superior da Região Chega a 20,8%

Apesar de significativo, percentual é menor que o visto no Estado de São Paulo
Cíntia Souza
Da Reportagem Local
A evasão escolar no ensino superior da região chega a 20,8%. Apesar de significativo, o percentual, que leva em consideração os alunos nos cursos presenciais da rede privada, é menor do que o visto no Estado de São Paulo, que chega a 30,3%. A informação é do Mapa do Ensino Superior no Brasil 2016 do Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp).
Os dados da evasão escolar levam em consideração a Região Administrativa de São José do Rio Preto, composta por 96 cidades, incluindo Catanduva. Duas regiões tiveram resultado superior ao visto no Estado. É o caso de São José dos Campos com percentual de 33,4% e 32,1% respectivamente. A região de Campinas é a terceira, com percentual de 29,3%. Além da nossa região, a de Barretos teve 21,2% de evasão escolar, seguido de Franca (21,4%). 
No ensino à distância, também conhecido como EAD, na rede privada, a região teve evasão escolar de 25,2%. Abaixo do visto em todo Estado de São Paulo, com 35,3% de índice. A nossa região é a segunda com o menor registro, só perde para a região de Araçatuba (24,7%). Barretos está acima com 25,6%. Na ponta da lista está a região de Presidente Prudente (39,2%), Campinas (37,6%) e Região Metropolitana de São Paulo (37,6%).
Evasão menor daqueles que possuem Fies
Segundo o diretor-executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, o estudo mostra que “alunos com Fies evadem três vezes menos que aqueles sem o financiamento”. O estudo também aponta que “a projetada redução de 3,6% no total de matrículas na rede privada em 2015 (os números finais ainda não foram divulgados pelo INEP) deve refluir em 2016 e se manter estável”, disse Capelato.
A expectativa é de uma queda maior no ensino presencial, que deve ser compensada pelo crescimento do ensino à distância. “Esperamos para 2016 um total de matrículas de 5,65 milhões na rede privada em comparação a 5,67 milhões de 2015, uma queda no ensino presencial de 7,8% em relação a 2014 e de 3,2% em relação a 2015. Já o ensino a distância deve crescer 13,1% em 2015 e cerca de 9% em 2016”, contabilizou.
Ele aponta que o Fies ofertou apenas 75 mil novos contratos no segundo semestre de 2016 e se as regras fossem mais flexíveis permitiriam que mais estudantes aptos se inscrevessem. Mesmo assim, a expectativa do sindicato é de que alguns dos inscritos deixem de efetivar as matrículas, elevando o nível atual de 26% para 50%.
O estudo também mostrou ainda a evolução do estoque de empregos no Brasil comparando, mês a mês, o período de dezembro de 2014 a dezembro de 2015. O estoque de empregos para o nível superior completo apresentou queda de 0,9% no período, enquanto que para o contingente com formação apenas no ensino fundamental a redução foi maior, chegando a 5,9% e no ensino médio a queda ficou em 2,1%, o que mostra o quanto é importante a graduação superior em termos de garantir maior empregabilidade.