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Especial Centenário: Oitava Década

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Não só viver, mas viver bem

Que nossa vida é apenas uma passagem todos nós sabemos. Mas para tornar esse momento, essa chance de acordar e agradecer mais um novo dia é necessário é além, é não só viver, mas viver bem, com qualidade, com riso no rosto, com festa, com alegria, com comemoração.

Em 1998 a saudosa Carmy de Freitas, que já foi colaboradora de O Regional lançou uma obra prima. O livro “Viver é uma arte” uma coletânea de crônicas que desde aquela época nos traziam reflexões importantes sobre o que é a arte da vida.

Como o próprio título já deixava a reflexão, a noite de autógrafos em agosto daquele ano mostrou a arte de se viver bem. O jantar dançante foi ao som do Conjunto Novo Trio e foi realizado no Clube de Tênis. Toda a renda foi revertida para o Gasa que naquela época recebia o nome de Grupo de Apoio e Solidariedade ao Paciente Aidético. Um exemplo de que a arte de viver também é fazer o bem ao próximo, que nos inspiram até nos dias atuais.

SP-351 recebe praça de pedágio em 1998

A Concessionária de Rodovias TEBE, iniciou suas atividades em 2 de março de 1998, sendo a primeira empresa privada a assinar um contrato de concessão de rodovias com o Governo do Estado de São Paulo.

A TEBE é responsável pela administração de importantes eixos rodoviários da região norte do Estado, que são formados por uma malha de 156km que envolve três vias de ligação, entre elas está a SP 351 – Rodovia Comendador Pedro Monteleone, que liga Catanduva a Bebedouro.

Em 2012, a TEBE iniciou algumas obras na rodovia Comendador Pedro Monteleone, que, após conclusão, proporcionaram maior fluidez e condições mais seguras nos trevos de acesso ao município de Catanduva.

Duplicação do trecho da rodovia Comendador Pedro Monteleone (SP-351), entre os km 211,000 e 218,020, em Catanduva (SP)

Implantação do viaduto Fepasa – km 213,480 da rodovia Comendador Pedro Monteleone (SP-351), em Catanduva (SP)

Readequação do dispositivo de acesso e retorno em Catanduva – km 211,000 na rodovia Comendador Pedro Monteleone (SP-351), em Catanduva (SP)

Readequação e ampliação do dispositivo de acesso em Catanduva – km 212,880 da rodovia Comendador Pedro Monteleone (SP-351), em Catanduva (SP)

A TEBE também realiza ações nas cidades lindeiras, sobre conscientização de segurança no trânsito, e segue as diretrizes de desenvolvimento social do Programa de

Concessões Rodoviárias do Estado de São Paulo, regulado pela ARTESP – Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo.

O dia em que os caminhões pararam

Foi em 28 de julho de 1999 que a força dos caminhoneiros chegou às rodovias e mais do que isso, parou o trânsito, literalmente. Centenas participaram de um movimento que buscava reivindicar melhorias para a categoria. Naquele dia, nenhum caminhão podia passar. Na rodovia Washington Luís e em trevos de outras vias próximas a Catanduva e região, a adesão foi significativa ao movimento.

A ação ultrapassou fronteiras, já que tudo começou no Rio de Janeiro. D escontentes com a falta de cuidados com eles, que passam a vida nas estradas da vida, a capital carioca foi só o início de algo maior, que chegou ao Brasil inteiro, era o “Movimento União Brasil Caminhoneiro-Usina Questão de Sobrevivência”, que ganhava força.

O objetivo naquela era a diferenciação na perda de pontos por infração de trânsito para todo motorista profissional no Código de Trânsito Brasileiro, além de tarifas de pedágio a R$ 1 por eixe de caminhão em todas as estradas do país, balanças rodoviárias, pesagem pelo preço bruto, de acordo com o tipo de veículo, moralização e punição a todos os fiscais corruptos, planilhas de custos dos fretes elaboradas e fiscalizadas pelas Confederações Nacionais dos Transportes da Indústria do Comércio e da Agricultura, entre outras. A categoria conseguiu garantir alguns direitos nos últimos anos, mas não se compara ao que eles buscavam nessa época.

Tempo que transforma

A Cidade Feitiço passou por grandes transformações ao longo dos últimos 100 anos. O que começou simples, com poucos habitantes aventureiros, sem saber se daria certo ou não se transformou em uma terra de oportunidades e em 1998, isso não foi diferente.

O coração de Catanduva, a rua Brasil sempre foi um importante acesso no vai e vem de moradores, visitantes e comerciantes. Fotos da época mostram as lojas do comércio, empresas que estão até hoje no mesmo lugar, ou que se expandiram, ou que buscaram um novo espaço.

Dois anos mais tarde, em 2.000 o calçadão tinha o agito de um fim de semana com carros e mais carros, motos que já estavam mais presentes na nossa frota e muita gente. Pessoas que até hoje percorrem a rua Brasil para as compras, passeio e lazer. Gente que vem de longe, de perto e que já considera Catanduva como cidade do coração.

Nasce uma Diocese

Depois do “Movimento Pró – Criação de Bispado” lançado em 1968 e que se concretizou em 1997, foi em fevereiro do ano 2.000 que o Papa João Paulo II

oficializou a criação da nossa Diocese, a Diocese de Catanduva. O primeiro bispo foi Dom Antonio Celso de Queiroz que até então era auxiliar na Capital do Estado, que havia sido também eleito vice-presidente da CNBB.

A Diocese de São Domingos de Gusmão foi formada com cidades que pertenciam a outras três Dioceses, a de São José do Rio Preto e a de Jaboticabal e a de São Carlos. No total, eram 26 paróquias e duas quase paróquias. A sede, que foi escolhida para a Diocese foi a Sé Catedral, o Santuário Nossa Senhora Aparecida.

A conquista da nossa própria Diocese foi motivo de festa, mais do que isso, uma grande celebração marcou o dia 25 de março de 2.000, data da instalação e posse do primeiro Bispo, Dom Antonio Celso de Queiroz. Nove meses mais tarde, foi inaugurado o Seminário Diocesano “Nossa Senhora da Esperança” na avenida Palmares, no São Francisco Até o início de 2.001, a Diocese contava com 22 seminaristas com matrícula de mais 15 candidatos interessados.

De Catanduva para os Estados Unidos

A conexão entre Catanduva e os Estados Unidos nunca foi tão próxima. O motivo é que em maio de 2.000, as matérias publicadas no periódico ultrapassaram fronteiras e chegaram até São Francisco e Califórnia. O nome deles? Fábio Meira e César Bocchini.

Na época, por e-mail, eles mandaram um recado especial para a redação. “Oi pessoal de Catanduva, somos leitores internacionais de O Regional. Queríamos mandar um abraço a todos e especialmente para as nossas mães, pelo Dia das Mães, que aconteceu no dia 14 de maio”.

Também naquele ano, eles foram entrevistados e falaram sobre a história de vida tanto na Cidade Feitiço, quanto nas terras americanas. Fábio, que morava no Parque Glória 2 trabalhava como vendedor. “Eu viajava para o Paraguai para comprar ‘muambas’ e vender em Catanduva. Era uma viagem difícil, as vendas não estavam boas. Foi quando vendi meu carro e comprei minha passagem para os EUA”, relatou.

Riso que ficou na memória

Que a alegria deixa tudo mais colorido e em harmonia todo mundo já sabe, mas em Catanduva, o dia 21 de setembro de 2001 foi mais do que o dia da alegria, foi o dia do riso. A data ficou marcada não só na memória dos catanduvenses, é motivo sorrisos até hoje.

O motivo é que foi justamente neste dia que o comediante Tom Cavalcante lotou o Clube de Tênis com uma apresentação que foi riso do começo ao fim. Teve gente que saiu até com a barriga dolorida, tamanho o sucesso da apresentação. Naquela época, ele já contava com um currículo extenso, com participação no rádio na televisão.

Quem não se lembra dele em Chico Anysio Show em 1989? Ou na Escolinha do Professor Raimundo em que vivia o bêbado João Canabrava? Até mesmo no elenco de Sai de Baixo ele esteve como o porteiro Ribamar. Até mesmo o Planeta Xuxa foi feito com o comando dele que mais do que merecido, ganhou o próprio programa em 2000. Quando veio a Catanduva ele fazia parte do elenco do Zorra Total, o que mostra que com essa experiência toda, difícil mesmo era sair do Clube de Tênis sem rir.

Catanduva bem representada

Foi em 2001 que Catanduva foi muito bem representada a nível nacional. Quem nunca ouviu dizer sobre a beleza das moradoras da Cidade Feitiço, pode conhecer de perto, mais do que isso, viram que os votos dos jurados apontavam para uma conquista que ficou marcada na nossa história.

Cássia Pastri a nossa Miss Catanduva daquele ano, conseguiu ir além do que representar os rostos mais bonitos de nossa cidade. Ela foi eleita Miss Estado de São Paulo. O destaque para a representante catanduvense foi tanto que no Concurso de Miss Brasil, que é transmitido pela televisão e que atine milhares de telespectadores, garantiu o quarto lugar, sendo eleita a Missa Simpatia.

Mais pacata do Estado

Com 11 homicídios registrados em um ano, foi em 2003 que Catanduva conquistou o título de cidade mais pacata de todo o Estado de São Paulo entre os municípios com até 100 mil habitantes. Registros da época mostravam que os demais municípios tinham taxas muito maiores que a da tranquila Cidade Feitiço. Nos dois primeiros meses do ano, Catanduva teve um homicídio contabilizado.

No interior paulista as taxas eram elevadas, como a vista em São José do Rio Preto, que registrava, nos doze meses daquele ano 37 assassinatos. Com um caso a menos ficou Presidente Prudente, que em 2003 contabilizou 36 homicídios. Ribeirão Preto teve uma das taxas mais altas daquele tempo, com 73 registros, conforme apontava a Secretaria de Segurança Pública.

Naquele ano, os roubos também tinham níveis menores em Catanduva, com 133 registros, o que pode ter contribuído para o resultado. Um ano antes e essa quantidade era maior, com 188 registros contabilizados também na Cidade Feitiço.

O começo de uma nova vida

23 de dezembro de 2003 foi um dia marcante para 243 famílias de Catanduva. O motivo? É que foi justamente nessa data que elas puderam ter um recomeço, uma nova vida.

Foram essas famílias que conseguiram sair da favela e conquistaram o sonho da casa própria. Antes da destruição do espaço que ficava entre os bairros Santa Rosa e Parque

Iracema, as casas foram construídas em um esquema de mutirão. Todos os contemplados precisavam ajudar na obra para conseguir a casa.

Os imóveis improvisados com caixas, plásticos, sem acesso a água potável, ficavam onde hoje podemos encontrar o Parque dos Ipês. Com a mudança as 243 famílias conseguiram ter um lugar digno para viverem, com infraestrutura, acesso aos sistemas de água e esgoto.

Verde e amarelo nas nossas ruas

O futebol é uma paixão nacional e 2006 foi um ano de emoções a flor da pele em todo o país nesse quesito. Se engana quem pensa que os torcedores de Catanduva não vestiram a camisa. Mais que isso, nossas ruas ficaram decoradas com o verde e amarelo da nossa bandeira.

A data é 13 de julho e uma foto publicada no site Catanduva Cidade Feitiço mostra muito bem como foi esse dia. A imagem que foi tirada do andar superior da Estação da Estrada de Ferro Araraquarense mostra a decoração para os Jogos da Copa do Mundo de Futebol que naquela época foi sediada na Alemanha.

Nosso time não levou a melhor e na semifinal perdeu de 1 a 0 para a França. Time esse que encarou a Itália na final que teve a decisão feita apenas nos pênaltis. Os italianos levaram a melhor, mas naquele ano, Catanduva mostrou o quanto é bom vestir a camisa e torcer pelo nosso time.

Políticos passaram por aqui

Alguns deles são amados, enquanto outros são odiados por muita gente. Desempenho na hora de nos representar a parte, várias figuras desse meio passaram por Catanduva entre 1998 e 2006. No dia 28 de agosto de 1998 estava aqui Ciro Gomes, que na época era candidato a presidência da República. Ele que tinha sido Ministro do Planejamento do governo de Fernando Henrique Cardoso veio para a Cidade Feitiço para inaugurar o comitê do vereador Daniel Palmeira de Lima, que naquele ano disputava a vaga de deputado estadual. Com eles no registro da época, estavam João Hermann Neto, que foi prefeito de Piracicaba e deputado federal.

Quatro anos mais tarde era a vez de Luiz Inácio Lula da Silva vir a Catanduva. Tudo isso antes de ser eleito Presidente da República. Em outro clique da época, Lula estava na companhia do vice-prefeito Nobuaki Gozzi, prefeito Félix Sahão Júnior, além do vereador Marcos Crippa, vereador Horácio Figueiredo e Olegário Peres.

Em 2006 o atual presidente, Michel Temer esteve em visita a Catanduva. A passagem foi breve e terminou no Aeroporto da cidade. Registros daquele ano mostram ele com Turquinho Záccaro, ao fundo, o vereador Onofre e na frente o Durval Azarite.

 

Ela foi inaugurada em 1959, na época em que José Antônio Borelli comandava Catanduva, mas um registro de 2006 dos arquivos de Nelson Bassanetti mostrava a beleza da Fonte Luminosa que está instalada na Praça da República. Edifícios que estão até hoje no entorno também são vistos na imagem.

Para quem não sabe, a Fonte Luminosa foi projetada pelo artista plástico Oscar Valzacchi que também é responsável por outras obras construídas em Catanduva, como a do Soldado Constitucionalista que fica na Praça 9 de Julho, o Cemitério Nossa Senhora do Carmo e a Pérgula que também fica na Praça da República.

O Jacaré do Bosque Municipal e os portais em alto relevo das entradas do Cemitério Nossa Senhor do Carmo também são assinadas por ele, que foi o responsável pela maioria dos retratos dos presidentes do legislativo

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