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Empresários de Transporte Escolar Precisam Verificar Sugestões do Protocolo na Retomada

Há seis meses a pandemia do coronavírus alterou todo o funcionamento das atividades escolares no país. Crianças, jovens e adultos passaram a estudar em casa através do ensino online. Com isso, os empreendedores do segmento do transporte escolar tiveram que se reinventar, e em muitos locais, estão com a atividade econômica totalmente parada. Em muitos estados, o isolamento social começa a ser flexibilizado e os profissionais da área precisam cuidar de uma série de adaptações para garantir a segurança dos clientes, dos colaboradores e de toda a população a partir do momento que as escolas voltarem a funcionar. Pensando nisso, o SEBRAE preparou um protocolo com sugestões e orientações para a retomada desse serviço.
Todo o conteúdo do Protocolo foi produzido a partir de normas técnicas de instituições nacionais e internacionais, tais como Organização Mundial da Saúde (OMS), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Associação Nacional de Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Ministério da Economia, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e de informações e sugestões de parceiros institucionais, como a Confederação Nacional de Transporte (CNT) e Serviço Social do Transporte e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest e Senat).
O documento desenvolvido pelo Sebrae e parceiros se preocupa primeiramente com a segurança e a saúde: pública, do trabalhador, gestor e cliente (sobretudo deste último), trazendo também informações para que o consumidor conheça as boas práticas do setor e se sinta confiante para voltar à rotina de consumo. A primeira consideração geral é a importância de observar os decretos federais, estaduais e municipais quanto às datas de retomada e quantidade geral de passageiros que podem ser transportados. Com certeza esses regimentos irão estabelecer os parâmetros considerados mais seguros para a sua região, a partir da realidade local. Os protocolos, de modo geral, estão alertando sobre a possível readequação das distâncias mínimas entre passageiros nos veículos: através de alterações nos bancos disponibilizados ou utilização de bancos vazios entre clientes em bancos conjugados, por exemplo.
O uso de álcool em gel e de máscaras fazem parte do “novo normal”. Todos os pais, passageiros e colaboradores do transporte devem usar máscaras e fiscalizar o uso adequado da peça. O empreendedor deste segmento além dos cuidados básicos, como: higienizar constantemente o veículo; fornecer álcool em gel para os passageiros ao entrar e ao sair do veículo; utilizar e cobrar a utilização de máscaras; até mesmo controlar/aferir a temperatura dos clientes ao entrar no veículo (evitando transporte de pessoas febris ou que estejam contaminadas com o covid19); terá certamente que se adequar e constantemente revisar seu veículo (sua ferramenta de trabalho) a uma nova realidade de convivência com o vírus. As rotinas de limpeza precisam ser redobradas e muito mais atenção deve ser despendida na desinfecção de superfícies e pontos comuns ao toque no veículo.
O ideal é que uma limpeza geral com desinfecção nos veículos seja feita antes e depois de cada turno, pela manhã, tarde e noite. Certifique-se de que os procedimentos de limpeza e desinfecção sejam seguidos de maneira consistente e correta, incluindo o fornecimento de ventilação adequada quando produtos químicos estiverem em uso. As portas e janelas devem permanecer abertas ao limpar o veículo. Ao limpar e desinfetar, os indivíduos devem usar luvas descartáveis compatíveis com os produtos utilizados, bem como qualquer outro EPI necessário, de acordo com as instruções do fabricante do produto. Recomenda-se também o uso de uma bata descartável, se disponível.
Para superfícies duras e não porosas no interior do veículo, como assentos rígidos, apoios de braços, maçanetas, fivelas de cinto de segurança, controles de luz e ar, portas e janelas e puxadores, limpe com água e sabão se as superfícies estão visivelmente sujas, antes da aplicação de desinfetante (que pode ser solução com água sanitária ou álcool 70%). Já para superfícies eletrônicas tocadas com frequência, como tablets ou telas sensíveis ao toque usadas no veículo, remova a sujeira visível e desinfete seguindo as instruções do fabricante para todos os produtos de limpeza e desinfecção. Se nenhuma orientação do fabricante estiver disponível, considere o uso de toalhetes ou sprays à base de álcool 70%. As luvas e qualquer outro EPI descartável usado para limpar e desinfetar o veículo devem ser removidas e descartadas após a limpeza.
Para os colaboradores, é necessário criar um novo protocolo para o trabalho dos colaboradores. Primeiro, deixe claro a todos que aqueles que apresentarem sintomas de contaminação pelo Covid-19, devem ficar em casa e procurar ajuda médica. Estabeleça o uso de uniformes que devem ser colocados somente quando chegarem ao trabalho. Incentive uma postura mais contida, sem apertos de mãos, abraços ou gestos mais próximos. A pessoa que recebe as crianças/estudantes deve ser orientada a manter uma distância segura dos passageiros, no caso de haver formação de filas.

Myllaynne Lima
Da Reportagem Local