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EMCAa Encontra Mais da Metade das Casas Fechadas no Momento da Visita

A Equipe Municipal de Combate ao Aedes aegypti (EMCAa) encontrou mais da metade das casas (50,8% delas) fechadas no momento da visita em Catanduva. A informação consta no último levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Saúde. A situação é considerada preocupante já que estamos em pleno verão, marcado por muito calor e chuvas rápidas.
Dos 6.085 imóveis que foram percorridos pelos agentes, 3.095 deles não tinham donos nas residências no momento da visita. Só 2.990 deles abriram as portas e deixaram as equipes passarem. Mesmo com essa baixa no número de casas em que as equipes conseguiram efetivamente analisar os quintais, o índice larvário ficou em 4,9%, o que deixa Catanduva com risco de surto de dengue, chikungunya e zika vírus.
Para facilitar os locais percorridos pelos agentes o serviço de agendamento de visitas pode ser feito pelo telefone: 3521-4087. Além disso, também são realizados os plantão de combate ao Aedes aos sábados.
Para quem não sabe, o ciclo de reprodução do mosquito leva entre cinco e 10 dias, período suficiente para ele se não só se acomodar, como também se proliferar. Por conta disso, qualquer passeio ou saída, seja agora na reta final de janeiro ou para o feriado prolongado de Carnaval, são fundamentais.
Entre as orientações para aqueles que pretendem passear nos próximos dias está a de vedar a caixa d’ água, galões, poços e tambores. Não deixar garrafas, potes, baldes e pneus ao relento. Se esses itens precisarem ficar na área externa, cubra-os ou vire a boca para baixo.
Além disso, a dica é a de tirar os pratinhos das plantas, ou colocar um que seja justo ao tamanho do vaso. Caso tenha piscina em casa tampe-a se não for usar. Abaixe a tampa do vaso sanitário.
As bandejas do ar-condicionado, geladeira e quaisquer eletrodomésticos devem estar secas. Antes do passeio, faça uma faxina completa na casa e elimine qualquer possível criadouro.
O mosquito Aedes aegypti é originário do Egito e sua dispersão pelo mundo ocorreu na África.
O vetor foi descrito cientificamente pela primeira vez em 1762, quando foi denominado Culex aegypti. Culex significa ‘mosquito’ e aegypti, egípcio, portanto: mosquito egípcio. O gênero Aedes só foi descrito em 1818. Logo verificou- se que a espécie aegypti, descrita anos antes, apresenta características morfológicas e biológicas semelhantes às de espécies do gênero Aedes – e não às do já conhecido gênero Culex. Então, foi estabelecido o nome Aedes aegypti.

Cíntia Souza
Da Reportagem Local