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Em Oito Meses, 124 Órgãos Foram Captados em Catanduva

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De janeiro a agosto desde ano, 124 órgãos foram destinados a doação para pacientes que aguardavam por transplante. A informação é da Fundação Padre Albino, por meio de captações realizadas nos dois hospitais – Emílio Carlos e HPA.
O número de doações realizadas pode ser ainda maior, se calculados números do Hospital São Domingos/Unimed.
Dados da FPA indicam que em oito meses, 43 famílias autorizaram a doação de órgãos. Foram 86 córneas doadas, 18 rins, 18 fígados, um coração para transplante de válvulas cardíacas e um osso.
Na última sexta-feira, Dia Nacional de Incentivo à Doação de órgãos, o Ministério da Saúde divulgou balanço sobre a doação de órgãos, tecidos e células, e transplantes realizados no país Também foi lançada a Campanha Nacional de Incentivo à Doação, que este ano traz o slogan ‘A vida continua. Doe órgãos. Converse com sua família’. O balanço do período apontou crescimento de transplantes considerados mais complexos, ou seja, que são mais difíceis de serem realizados devido a aspectos como tempo curto entre retirada e implante do órgão, estrutura necessária nos hospitais e equipes especializadas. Os transplantes de medula óssea aumentaram 26,8%, passando de 1.404 para 1.780. Já os transplantes de coração cresceram 6,3%, passando de 191 para 203.
No geral, o Brasil manteve média de transplantes realizados no primeiro semestre de 2019 (13.263) em comparação com o mesmo período de 2018 (13.291). Dez estados nas cinco regiões do país apresentaram crescimento: BA, DF, ES, MG, MS, PR, RN, RS, SC e SP. Além dos transplantes de medula óssea e coração, também tiveram aumento pâncreas rim (45,7%), passando de 46 para 67; e pâncreas isolado (26,7%), que cresceu de 15 para 19 transplantes. Três estados zeraram a fila de transplantes de córnea: Pernambuco, Ceará e Paraná.
Com o aumento no número de doadores efetivos, ou seja, aqueles que iniciaram a cirurgia para a retirada de órgãos com a finalidade de transplante, o Brasil deve fechar 2019 com taxa de 17 doadores efetivos por milhão da população (PMP), ultrapassando a meta do Plano Plurianual do Ministério da Saúde, que previa o alcance de 15 doadores efetivos PMP para este ano. Em números absolutos, o país deve alcançar 3.530 doadores efetivos este ano.
O Ministério da Saúde tem observado aumento dos consentimentos familiares para a doação de órgãos, atribuindo o mesmo ao trabalho voltado a divulgação de informações. O aumento na taxa de autorização, chegando este ano a uma média de 60%, é fruto de uma sociedade mais consciente do seu papel e da importância de seu gesto. Porém, ainda 40% das famílias dos possíveis doadores ainda dizem ‘não’ à doação. Por isso, é importante que os parentes e pessoas próximas saibam da vontade do seu familiar em ser doador. O Brasil possui o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e células do mundo, que é garantido a toda a população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), responsável pelo financiamento de cerca de 95% dos transplantes do país. O Sistema Nacional de Transplantes é formado pelas 27 Centrais Estaduais de Transplantes; 13 Câmaras Técnicas Nacionais; 619 estabelecimentos; 1.157 equipes de transplantes; 574 Comissões Intra-hospitalares de Doações e Transplantes; e 72 Organizações de Procura de Órgãos (OPOs).

Karla Konda
Editora Chefe