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Em Dois Anos, Catanduva Perdeu Até 14% do Rebanho de Bovinos

Em dois anos, a pecuária da microrregião de Catanduva perdeu até 14% da produção (Divulgação)

Em dois anos, a pecuária da microrregião de Catanduva perdeu até 14% da produção de bovinos para o abate e para corte e leite. A informação é do relatório estatístico do Instituto de Economia Agrícola (IEA) referente a 2015 até 2017.
Em 2015, conforme o estudo, a cidade e municípios vizinhos que fazem parte do Escritório de Desenvolvimento Rural (EDR) de Catanduva, mantinham uma produção de 71.025 cabeças de gado para o corte e 8.816 cabeças para leite. No abate, eram 49.805 e num total de 846.675 arrobas.
Dados até o ano passado mostram a redução, que foi gradativa. Se analisarmos também 2016.
Em 2017 61.114 cabeças para corte, 61.114,00 para leite. Uma redução de 13,9% e 12,8% respectivamente.
Para o abate, a redução foi para 45.583, com peso total de 774.921,20 arrobas. Diminuição de 8,4%.
Uma das justificativas, que não é novidade, é a opção também do pecuarista/agricultor optar em arrendar terras para o plantio da cana-de-açúcar, que no mesmo período aumentou a quantidade de áreas novas para plantação – de 26.140,00 hectares em 2015 para 35.541 em 2017.
A produção da cana para indústria também aumentou. Passou de 19.008.762,20 toneladas para 20.378.580 toneladas em 2017.

No Brasil em 2018
No segundo trimestre de 2018 o peso médio foi de 245,7 kg/carcaça, variação negativa de 0,5% em comparação com o 2° trimestre do ano passado. Por outro lado, houve aumento de 0,9% em relação ao período anterior. A elevação da proporção de animais machos abatidos, cujo peso de carcaça tende a ser maior do que o das fêmeas, contribuiu para esse incremento.
No período, o peso médio das carcaças de bois foi de 282,5 kg, enquanto o das vacas foi de 205,4 kg. O abate de 296,51 mil cabeças de bovinos a mais no segundo trimestre de 2018 em relação ao mesmo período do ano anterior, foi impulsionada por aumentos em 15 das 27 Unidades da Federação (UFs). Entre aquelas com participação acima de 1,0%, ocorreram aumentos em: Mato Grosso (+95,20 mil cabeças), Rio Grande do Sul (+54,25 mil cabeças), Rondônia (+48,74 mil cabeças), Paraná (+40,10 mil cabeças), São Paulo (+39,13 mil cabeças), Minas Gerais (+31,61 mil cabeças), Goiás (+21,10 mil cabeças), Santa Catarina (+11,47 mil cabeças), Maranhão (+6,50 mil cabeças) e Acre (+1,33 mil cabeças). Em contrapartida, as maiores reduções ocorreram em: Pará (-28,34 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (-17,10 mil cabeças), Tocantins (-5,21 mil cabeças) e Bahia (-2,26 mil cabeças). No ranking das UFs, Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 15,1% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (10,5%) e Goiás (10,4%).

Aves
O foco para a comercialização de aves também perdeu força nos últimos dois anos. Até mesmo a produção de ovos teve uma significativa redução de 2015 para 2017.
O relatório mostra que em 2015 eram 429.150 galinhas e no ano passado esse número caiu para 222 mil. Consequência da redução da criação, a produção de ovos reduziu passando das 10220 dúzias para 4642 dúzias.
Em contrapartida, o frango para abate é maior atualmente. Em 2015 foram 4.691.635 cabeças, num peso de 10.481.143,50 quilos.
Já no ano passado 5.760.142 cabeças, num peso total de abate de 12.271.925 quilos.

Karla Konda
Da Reportagem Local