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8% dos Portadores do HIV são tratados com Remédios de Terceira Geração

Desde a descoberta do vírus do HIV a ciência e a medicina vêm lutando para que a ‘sentença de morte’ do portador seja transformada em esperança de vida longa. Com o passar do tempo os remédios antirretrovirais evoluíram, mas com eles o avanço da mutação do vírus e sua resistência também. Vírus es

Desde a descoberta do vírus do HIV a ciência e a medicina vêm lutando para que a ‘sentença de morte’ do portador seja transformada em esperança de vida longa.
Com o passar do tempo os remédios antirretrovirais  evoluíram, mas com eles o avanço da mutação do vírus e sua resistência também.
Vírus está suscetíveis mutações do vírus aliadas resistência natural que o remédio provoca depois de anos de uso.
Hoje segundo Ministério da Saúde aproximadamente 5 mil pacientes estão usando as últimas drogas chamadas de terceira geração de tratamento. Os remédios de terceira linha ou geração como são conhecidos seriam um dos últimos recursos em medicamentos para os soropositivos.
Em Catanduva, hoje, cerca de 800 pessoas são portadoras do vírus, sendo que 400 tomam medicamentos mensalmente. Deste total apenas 8% dos pacientes estão sendo medicados com os remédios de terceira linha.
“Os pacientes que chegam aos remédios de terceira geração, são pessoas cujo vírus criou certa resistência a determinada tipo de antirretroviral”, detalha Richard Ferreira, coordenador do Programa Municipal DST/AIDS.
Ferreira explica que o que determina o uso de tais medicamentos é um exame de genotipagem que todos os pacientes medicados com tais remédios devem fazer.
“Por meio desse exame conseguimos saber a genética do vírus, que tipo de resistência e mutações ele tem e como poderá responder melhor ao tratamento”, detalha o coordenador.
Dentro dessa programação o médico infectologista faz a prescrição medica do coquetel que melhor condiz com o paciente.
“O vírus cria uma resistência com o passar do tempo, ele vai se adequando ao medicamento, que por sua vez não faz o efeito esperado”, completa.

CAUSAS
Muitas vezes a resistência do vírus aos medicamentos é devido o descuido do paciente para com o tratamento.
“Há casos que o paciente não faz o tratamento indicado e adquire falha terapêutica. O fato de não obedecer horários e dias, faz com que o tratamento não tenha aderência e o vírus vai se tornando cada vez mais resistente. Sendo assim a partir de um momento o antirretroviral não vai fazer efeito e o paciente terá que tomar outro remédio”, detalha Richard.

MORTE
Na contramão de alguns casos constatados pelo Ministério da Saúde Richard Ferreira destaca que não sente em Catanduva, que o medo e a sensação da morte eminente estejam acometendo os pacientes medicados com os remédios de terceira geração.
“Hoje há casos de pacientes ‘virgens’ de medicamento que fazem o teste e às vezes já têm resistência a certo tipo de medicamento. Não sinto nos pacientes tratados em Catanduva com esse pavor. Eles estão mantendo uma vida normal dentro dos parâmetros de suas condições”, explica.
Em Catanduva de acordo o Programa são usados todos os medicamentos que estão na listagem de antirretrovirais fornecidos pelo governo. A definição dos medicamentos é feita com critérios médicos.

PAÍS
Em entrevista ao site Correio Braziliense o Ministério da Saúde destacou que dos 19 antirretrovirais que o governo federal distribui atualmente, três fazem parte da terceira linha.
Na última semana, o governo introduziu uma quarta droga de terceira linha. As três medicações já utilizadas nos pacientes da terceira linha consomem 25% de todo o orçamento do governo federal com os antirretrovirais para HIV. Enquanto o efavirenz, medicamento produzido no Brasil, sai a US$ 0,59 por paciente ao dia, o raltegravir fica em US$ 16. Apesar do custo elevado, o Ministério da Saúde ressalta que o rígido protocolo de encaminhamento de pacientes para a última terapia tem como foco principal evitar a banalização do tratamento.