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Dia Nacional do Surdo: Especialista Fala Sobre a Importância dos Exames Preventivos

O Dia Nacional do Surdo, celebrado neste sábado dia 26, tem como objetivo desenvolver a reflexão sobre os direitos e inclusão das pessoas com deficiência auditiva na sociedade. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 9,7 milhões de pessoas no Brasil apresentam algum grau de deficiência auditiva, desse total, cerca de 2,2 milhões têm deficiência auditiva em situação severa e, entre estes, 344,2 mil são surdos. Outro dado preocupante é que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que até 2050 mais de 900 milhões de pessoas, ou 1 em cada 10, terão perda auditiva incapacitante.
De acordo com o otorrinolaringologista Evandro Marton da Silva, do Instituto Sacchetin, a perda auditiva é uma disfunção que pode existir desde o nascimento ou adquirida ao longo da vida, de forma repentina ou gradual. “Suas causas podem ser diversas, como envelhecimento, infecção, doenças congênitas e até mesmo exposição crônica a ruídos”, explica.
A perda auditiva tem um enorme impacto na qualidade de vida de quem a tem e de quem convive com essa pessoa. Quanto mais cedo buscar ajuda, melhor.
“Esperar para tratar a perda de audição pode resultar em vários problemas, tanto social como psicológico. A dificuldade na comunicação pode levar a vítima ao isolamento social, depressão e irritabilidade, os quais representam uma ameaça para seu bem estar. Além disso, a deficiência auditiva não tratada pode aumentar o risco de demência precoce. Portanto, diante de suspeitas de falhas na audição, o melhor é buscar o médico e fazer exames. O ideal é detectar o problema quanto antes. Isso não quer dizer que a deficiência vai estacionar ou regredir, mas, com o uso de certos recursos, como aparelhos auditivos e implantes cocleares, por exemplo, é possível maximizar a audição, garantindo mais saúde e qualidade de vida ao paciente”, alerta Silva.
O especialista ainda alerta que a interação e o convívio com outras pessoas é de extrema importância para que as pessoas com deficiência desenvolvam seus sentidos. “Quebrar as barreiras da acessibilidade exige que a gente quebre os nossos preconceitos e se aproxime mais da comunidade surda”, finaliza o especialista.

Myllaynne Lima
Da Reportagem Local