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Dia Mundial do Doador de Medula Óssea é Celebrado Neste Sábado

O Dia Mundial do Doador de Medula Óssea é celebrado neste sábado, 19 de Setembro. A data é sempre comemorada no terceiro sábado de Setembro e tem como objetivo de conscientizar sobre a importância de ser um doador voluntário de medula.
De acordo com a Encarregada Administrativa do Hemonúcleo de Catanduva, Marceli Mambelli, o número de doadores caiu significativamente durante a pandemia. “Houve uma queda bem considerável, pois o que dá mais resultados na capitação de possíveis doadores de medula, são as campanhas externas, fora da cidade de Catanduva. Por conta da pandemia, este tipo de campanha foi suspensa, e voltamos com ela mês passado”, explicou.
Segundo o Registro de Doadores de Medula Óssea no Brasil (Redome), atualmente há 850 pacientes na fila de espera para o transplante de medula com a doação de não aparentados, ou seja, aquelas em que o doador não tem nenhum grau de parentesco com o receptor. Para chamar atenção sobre a importância da doação de medula óssea e de outros órgãos, o mês de setembro é destacado com a cor verde e por meio da Campanha Setembro Verde são realizadas ações e eventos para esclarecimento e conscientização da população sobre o impacto da doação como um ato de amor ao próximo e na vida de quem aguarda na fila por um transplante.
De acordo com o Ministério da Saúde, as doações e transplantes de medula óssea não foram interrompidos por causa da pandemia da covid-19, mas estão sendo aplicadas algumas restrições de segurança, descritas em notas técnicas publicadas no portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entretanto, o ministério ressaltou que o novo coronavírus impactou em toda a cadeia de assistência de saúde, tornando necessária a estrutura, recursos humanos e insumos para o atendimento dos pacientes com covid-10 nos estados e municípios.
Para ser doador de medula é preciso ter entre 18 e 55 anos, estar em bom estado geral de saúde, não ter doença infecciosa ou incapacitante, não ter câncer, doenças no sangue ou do sistema imunológico. Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.
Para receber a doação é preciso fazer inscrição e entrar em uma fila no Registro de Receptores de Medula Óssea (Rereme) do Instituto Nacional do Câncer (Inca), com autorização de médico avalizado pelo Ministério da Saúde. Assim que o paciente entra no Rereme, ocorre a primeira tentativa de encontrar um doador. A partir disso, o próprio sistema refaz a busca todos os dias e um resultado preliminar aponta uma lista de possíveis doadores compatíveis.
Os critérios de prioridade na lista são definidos de acordo com compatibilidade, gravidade, idade, tempo de espera, disponibilidade de doadores e disponibilidade de leitos. Para que seja feito um transplante de medula é necessário a total compatibilidade entre doador e receptor, informou o Ministério da Saúde.

Myllaynne Lima
Da Reportagem Local