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Demora em Atendimento e Condições de Transporte São Denunciados Por Catanduvense

Reprodução Internet

A demora na chegada de ambulância e as condições do veículo municipal foram denunciados por catanduvense ontem. Neto de uma moradora do Recanto Nosso Lar questionou os procedimentos adotados para o transporte da idosa que precisava de atendimento médico. Disse ainda que funcionários da Saúde não usavam luvas, como forma de prevenção ao contágio do novo coronavírus.
De acordo com o catanduvense, que não divulgou nome, às 9 horas, sua mãe foi chamada até a instituição porque a idosa precisava de atendimento médico. Às 11 horas, não havia chegado ainda ambulância. A filha da idosa então teria recorrido a ligações para vereadores e para prefeita. Que segundo ele, não teria tido sucesso. Passados três horas, do horário em que o Recanto teria solicitado o transporte é que o veículo chegou, segundo o neto da paciente. “Não achava socorro de lado nenhum. Três horas se a pessoa está passando mal, pode morrer”. “Eles ligam e falam vem buscar a sua mãe que ela não está passando bem. Nessas três horas que ficaram tentando, foi o carro do comitê. A minha mãe ligou para prefeita, tentamos o Samu, por que então não liberaram para ir com nosso carro, ou por que não poderia pedir uma ambulância particular?”.
O estado do veículo também foi alvo de reclamação. “a ambulância era para carregar motor de caminhão para levar na oficina. Tem até um papelão para não pingar óleo. Como se coloca uma senhora com Alzheimer de 78 anos num veículo desse?”.
O caso gerou tumulto no Recanto Nosso Lar. A reportagem de O Regional entrou em contato com o presidente da instituição Anelino de Jesus Rocha.
De acordo com ele, todos os procedimentos para o transporte da moradora do Lar foram adotados de forma correta. “Acionamos o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Mas esse transporte é regulado. As enfermeiras daqui passam as informações sobre o paciente. Indicam como está de saúde e o Samu define qual será o transporte, se é uma unidade de urgência ou se uma ambulância, como a que veio e que eles não aceitavam”.
O representante do Recanto disse ainda que o neto da moradora do Lar se exaltou e acabou chutando porta e atingindo Rocha com soco.
A reportagem de O Regional questionou a prefeitura sobre os procedimentos adotados. “A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que o SAMU foi acionado com pedido de atendimento para uma idosa residente do Recanto Nosso Lar. A Central de Regulação Médica avaliou a solicitação e enviou o transporte adequado para transferir a idosa para a UPA. Ressaltamos que não cabe à família ou à entidade escolher o tipo de transporte, esta é uma função dos profissionais de regulação do SAMU. Quanto ao questionamento sobre uso de luvas pelo funcionário da ambulância, a Secretaria de Saúde informa que as luvas não são um equipamento de proteção obrigatório para essa atividade. A prevenção para o coronavírus é realizada por meio da utilização de máscara facial e da higienização das mãos”.

Ariane Pio
Da Reportagem Local