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Crianças Que Cantam e Encantam no Centenário da Cidade Feitiço

Coral chamou a atenção nas janelas da Fatec (Divulgação/Prefeitura de Catanduva)

Uma única apresenta­ção, capaz de mostrar toda a magia do Na­tal através de músicas que me­xem não só com as nossas lem­­branças como também com as nossas vidas. O retorno do Coral Vozes de Catanduva, que conta com a participação de 40 crianças, emocionou e encantou o público nas janelas da Fatec. E não era para menos, já que o próprio nome da apresentação era “Ágape, um canto de amor” – tudo isso em pleno Centenário da Cidade Feitiço.
O espetáculo ao ar livre chamou a atenção de dezenas de pessoas, não só de Catan­duva, como também das cida­des da região. Quem nun­ca se emocionou com “Nasceu Je­sus” de Aline Barros, ou “Meu menino Jesus” de Ro­ber­­to Carlos, ou “Abre o cora­­ção” de Peninha? Agora ima­gi­­ne com as vozes das nossas cri­anças? As tradicionais “Noi­­te Feliz” e “Glória” tam­bém mar­­caram presença na apresenta­ção.
Em entrevista ao O Re­gio­nal, Martha Ocon conta que o retorno foi desejo do prefeito – que fosse montado um coral com crianças na rede pública como no passado, para se apre­sentarem no Natal, em come­mo­ração ao centenário de Ca­­tan­­duva. “Como havia tra­ba­lha­­do com o outro coral fomos chamadas eu e minha filha Sula Ocon. A princípio era só pro Natal, mas no meio do ano fomos chamados pra fazer uma inauguração de uma escola e foi um sucesso. A partir daquela data, fizemos apresentações na UNIFIPA, FAFICA, SESC, SE­­­­­MANA MONSENHOR AL­­BINO, dentro das comemo­­rações do centenário de Monse­­nhor Al­­bi­­no”, explica.
Sobre o repertório, Martha conta que fala sobre o nasci­­mento de Jesus, o amor maior de Deus – Ágape para com a humanidade. “Os sentimentos que nos fazem florescer nesta época do ano, e que devemos carregar por toda nossa vida. ‘Ágape, uma canção de amor’, nos faz retornar à esse espírito de solidariedade, humanidade , para com nossos irmãos de jornada.” Finaliza Martha.
O projeto é da Secretaria de Cultura em parceria com a Educação. A Secretária de Cul­­­­tura, Cris Anovazzi conta que “a preparação, ou seja, as aulas com as crianças matri­­culadas na Rede Municipal pro­­porcio­nam, por meio da música, no­­vas perspectivas, ampliar hori­­zontes de forma­­ção e informa­ção, além de pos­­sibilitar tratar de assuntos como cidadania, legitimando a cultura como ferramenta de transformação”, informou.
O projeto do Coral Vozes de Catanduva integra o Pro­­grama de Oficinas Culturais da Esta­ção Cultura, com aulas minis­tra­das por Martha e Sula Ocon e que é realizado em parceria com a Secretaria de Educação. As atividades do Coral voltarão em março de 2019, com as aulas, ensaios e filmagens.
Além do público, as pró­­pri­­as crianças que fizeram parte do espetáculo aproveitaram ca­da momento. Entre elas estava Aline Santana de Oliveira, de 13 anos. “Foi legal, aprendemos muita coisa, novas músicas. Foi emocionante, já que foi a nossa primeira apresentação pa­ra um público grande. Foram muitos ensaios quase todo o ano, mas valeu a pena ter en­­sai­ado tanto”, comenta ela.
Yuri Fassio Canhado de 14 anos também integrou o coral e pretende não parar. “O que mais gostei foi de cantar, que gosto desde pequeno. Achei lin­­­­do, toda a minha família es­­tava assistindo e pretendo can­­tar mais vezes”, explica.
Não foram só as crianças, as mães também se emociona­ram, como é o caso de Valdenice Pedroso Rosa. “Estava bonita a apresentação, gostei de tudo, as músicas, a iluminação. Ver mi­­nha filha lá foi motivo de orgulho”, disse.
Stephaine de Fátima André também se emocionou. “Foi um orgulho ver ela cantando, fazendo algo que ela gosta, fiquei bem orgulhosa da minha filha, quase chorei de ter visto ela ali com as amigas dela. A apresentação estava linda todas as crianças na janela, achei que a professora estava animando os alunos, estava lindo. Gostei de todos os pontos, o que mais achei legal foi o momento em que elas perderam a timidez no final e foram se soltando ali gos­tei de ter visto eles aprovei­tando, no começo estavam en­­vergonhados e depois se assu­­miram”, disse Stephaine.

Cíntia Souza
Da Reportagem Local