Cidades

Crianças Aprendem Sobre os Riscos das Queimadas Urbanas em Embaúba

Foram 70 jovens que levaram para casa os ensinamentos que obtiveram com os policiais (Divulgação/Polícia Ambiental)
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As crianças de hoje se tornarão os adultos de amanhã – é partindo deste princípio que a Polícia Ambiental de Catanduva lançou um projeto de educação ambiental na região. Em Embaúba, as crianças puderam aprender sobre os riscos das queimadas urbanas. Foram 70 jovens que levaram para casa os ensinamentos que obtiveram com os policiais na última semana.
Em entrevista ao O Regional, Alonso Wendel Ferreira da Silva, 1º Tenente da Polícia Ambiental de Catanduva explicou a iniciativa. A ideia é de que os ensinamentos cheguem a outras cidades da nossa região. “Acho que a base de um futuro sustentável depende da educação ambiental das crianças de hoje, por isso trouxemos os nossos ensinamentos sobre as queimadas urbanas para os alunos do ensino público de Embaúba”, disse.
Atentas, as crianças tiraram as dúvidas que tinham e puderam descobrir que a prática que veem em várias cidades não melhora em nada o meio ambiente em que vivemos. Lá, eles souberam que as queimadas urbanas não só fazem mal para eles e seus familiares, como também agride o meio ambiente, além de deixarem a qualidade do ar em níveis ruins.
A ideia da iniciativa é mostrar que aquela cultura de que o fogo é usado para a “limpeza” dos terrenos não passa de um mito. “Essas queimadas acabam com a qualidade do ar das nossas cidades e destroem a saúde das nossas crianças, dos adultos e dos idosos”, complementa. Silva reforça que as equipes estão a disposição da população. “Sempre que solicitarem a Polícia Militar Ambiental está a disposição para disseminar boas práticas”, finaliza.

Recorde de pontos  de queimadas
Como o ano está mais seco, os pontos de queimadas registraram número recorde. Em 2017 foram registrados 319 focos de queimadas a mais do que nos dois últimos anos. Um aumento que chega aos 108%. Isso porque, de primeiro de maio, período em que começa a seca, até 13 de agosto foram 592 registros. Uma média de 5,6 queimadas por dia. No mesmo período do ano passado foram 273 casos contabilizados, o que correspondia a 2,6 focos de incêndio por dia.

Cíntia Souza
Da reportagem local

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