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Consumidor de Catanduva Pagará Até R$ 75 em Gás de Cozinha

O aumento no gás de cozinha não engloba o reajuste que é realizado pela Petrobras (Divulgação)

De até R$ 75 – é esse o preço máximo que o consumidor pagará no gás de cozinha em Catanduva. O novo valor, que começou a valer ontem (20), seria ocasionado por ajuste de despesas como pedágios, frete e combustíveis. O aumento não engloba o reajuste que é realizado pela Petrobras.
O valor é 7,1% maior do que o visto até a última segunda-feira, em que o preço do gás de cozinha chegava a custar R$ 70 no máximo, o que corresponde a R$ 5 de aumento. Antes do ajuste, o produto tinha preço mínimo de R$ 65 e agora o mínimo passa a R$ 72. O comunicado das companhias teria chegado aos revendedores na última segunda-feira. “Informo que estaremos atualizando nossos preços de gás GLP em virtude de vários aumentos, tais como tinta, lacre, selo, requalificação, custo logístico e dissídio salarial, complementar a isso temos repassado apenas parte dos aumentos do GLP no último semestre de 2017”, informa o comunicado oficial encaminhado para os revendedores de Catanduva.
O revendedor Marcelo Freitas, aponta que além da dificuldade com o novo valor, os profissionais de Catanduva também enfrentam outras dificuldades, como as revendas irregulares. “São pontos que trabalham sem autorização da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), trazendo a população risco de danos irreparáveis”, disse.

Aumento em dezembro
Foi em dezembro do ano passado que a Petrobras anunciou um novo aumento fazendo com que o gás de cozinha chegasse aos R$ 70. Naquela época, dos seis estabelecimentos que fizeram parte do levantamento, um fez o reajuste e os demais teriam recebido o novo preço, mas aguardavam para atualizar os valores. Antes do reajuste, o produto variava entre R$ 60 e R$ 65 em Catanduva. O valor já era 33% maior do que o visto em janeiro daquele ano em que custava R4 52,27 em média. No anúncio enviado na época, a Petrobras apontava que o motivo seria “alta das cotações do produto nos mercados internacionais, influenciada pela conjuntura externa e pela proximidade do inverno no hemisfério norte”, informava em nota. Outro fator que teria influenciado o novo preço é a variação do câmbio, já que o reajuste segue acompanhamento do mercado internacional.

Cíntia Souza
Da Reportagem Local

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