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Cigarro Mata Mais de 200 Mil Pessoas no Brasil Por Ano

O cigarro além de provocar a dependência física provoca consequências
Karla Sibro
Da reportagem local
O cigarro mata mais de 200 mil pessoas no Brasil por ano, aponta a pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS). O estudo acrescenta que em 20 anos, o número de pessoas mortas pela consequência do cigarro chegará a 10 milhões se o consumo continuar crescente, não só de cigarro, mas também de charutos e cachimbos.
Nesta segunda-feira, dia 29, comemorasse o Dia Nacional de Combate ao Fumo e ações de conscientização são divulgadas.
Em Catanduva, o pneumologista doutor Renato Macchione, responsável pelo Programa Municipal de Cessação do Tabagismo, explica que além do tabagismo causar a dependência física provoca consequências maléficas para a saúde e deixa uma mensagem de reflexão: “Se preocupe com a sua saúde e busque sempre viver com qualidade, ou seja, sem o cigarro”.
Dentre os principais malefícios causados pelo cigarro estão os problemas pulmonares. 
“O fumante sabe que cigarro dá câncer, infarto, derrame cerebral, mas muitas vezes não se preocupa com isso, pois têm em mente que isso só acontecerá em um futuro distante. Tosse constante, dor no peito e desconforto para respirar são os sintomas iniciais de que algo não vai bem. O cigarro provoca a dependência física: ao colocar a nicotina na boca e inalar a fumaça, essa parte para o pulmão de onde passa rapidamente para a circulação, atingindo o cérebro e provocando a sensação de prazer, que faz com que a pessoa continue fumando”, enfatiza Macchione.
Os números de mortes podem continuar em uma crescente constante, se o fumante não se conscientizar dos malefícios.
“Considerada a principal causa de morte evitável no mundo, o tabagismo mata 200 mil pessoas por ano no Brasil. Porém esse número tem diminuído, à medida que as pessoas passam a entender o mal que ele faz para a saúde. Em um cenário em que as pessoas buscam viver mais e melhor não há espaço para o cigarro”, ressalta o pneumologista.
O especialista acrescenta que muitas doenças pulmonares estão relacionadas diretamente ao tabagismo.
O vício se torna algo tão constante na vida do fumante que a atitude muitas vezes para parar de fumar acaba naufragando. O pneumologista orienta que o fumante deve pensar constantemente que parar de fumar proporcionará mais anos de vida.
“A ajuda de um especialista é importante, tanto substituindo no início o cigarro por medicamentos quanto no sentido de superar a falta que o vício fará. O importante é não desistir”, acrescenta o médico.
O principal problema na conscientização da necessidade de abandonar o vício é o fato de as consequências demorarem a aparecer. 
“É claro que a pessoa não percebe que está ficando com a saúde mais frágil, pois vai se adaptando à situação. Porém, quando ela para de fumar, após 20 minutos sua pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal, após dois dias seu olfato já percebe melhor os cheiros e seu paladar já degusta a comida melhor, após três semanas a respiração fica mais fácil e a circulação melhora e após 5 a 10 anos o risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca fumou. Se a pessoa pratica exercício, ela rapidamente verá uma melhora no fôlego e respiração”, informa Macchione.
APARELHO RESPIRATÓRIO
Sobre os males causados ao aparelho respiratório, quem pensa que somente o pulmão é prejudicado está enganado. 
“A fumaça de temperatura elevada provoca a queima de toda a via aérea, resultando naquela tosse que acompanha as tragadas. Além disso, a fumaça do cigarro tem mais de 4,7 mil substâncias tóxicas. O alcatrão, por exemplo, tem mais de 40 compostos cancerígenos. Outro fator de risco são os radicais livres produzidos no processo, que têm a capacidade de oxidar as estruturas celulares, destruindo a base arquitetônica dos pulmões”, explica.
MAIS DE 50 DOENÇAS
O tabagismo está relacionado a mais de 50 doenças e 90% das mortes estão relacionadas por causa do câncer de pulmão.
“O tabagismo está relacionado a mais de 50 doenças sendo responsável por 30% das mortes por câncer de boca, 90% das mortes por câncer de pulmão, 25% das mortes por doença do coração, 85% das mortes por bronquite e enfisema, 25% das mortes por derrame cerebral. Somente a partir do momento em que as pessoas entenderem o mal causado pelo cigarro é que, a longo prazo, teremos uma diminuição do número de fumantes”, conclui o especialista.