Cidades

Catanduvenses Podem Sentir Reflexo de Novo Aumento na Gasolina

Consumidores esperam que reajuste nas refinarias não chegue às bombas (Divulgação)

Os catanduvenses podem sentir o reflexo de novo aumento na gasolina nos próximos dias. O motivo é que a Petrobras anunciou reajuste de 1,68% nas refinarias a partir desta quarta-feira (5). Até a última sexta, o litro custava R$ 4,54 em média na Cidade Feitiço.
Quem não gostou nada da novidade foi o próprio consumidor que não sabe mais como driblar os preços cada vez mais altos. “Não sei mais o que fazer. Vou começar a ir para o trabalho de bicicleta. Esse aumento é para as refinarias, o jeito é torcer para que não chegue para o nosso bolso”, conta Sérgio Costa da Conceição, de 57 anos.
“O salário da gente não aumenta na mesma proporção que esses reajustes. É um absurdo. Quando vou para Rio Preto abasteço por lá, porque aqui é mais caro que lá, mesmo sendo cidades tão próximas”, comenta José Carlos de Oliveira, de 47 anos.
Reportagem de O Regional da semana passada mostrava que o preço da gasolina que é vendida na Cidade Feitiço, é praticamente igual ao valor mais caro do Brasil, encontrado no Rio de Janeiro. O preço máximo é de R$ 4,59 o litro na Cidade Feitiço, enquanto que em território carioca o custo é de R$ 4,58 o litro. Com o mais novo aumento, que começa a valer a partir de hoje, o litro da gasolina vai passar dos R$ 1,17 para R$ 2,20 nas refinarias. Esse é o preço mais alto cobrado pelo litro da gasolina desde junho de 2017, quando entrou em vigor a mudança na política de preços.
“Os preços médios informados consideram a média aritmética nacional dos preços à vista, sem encargos e sem tributos, praticados na modalidade de venda padrão nos diversos pontos de fornecimento, que variam ao longo do território nacional, para mais ou para menos em relação à média. Essa variação pode ser de até 12% para gasolina A”, informa a Petrobras por meio de nota.
Foi na semana passada, depois de três meses em que houve congelamento no preço do diesel, que a Petrobras anunciou outro aumento, desta vez de 13% no valor do diesel. O congelamento até então foi definido em acordo do governo, durante a greve dos caminhoneiros em maio deste ano.

Cíntia Souza
Da Reportagem Local




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