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Catanduva Tem um Professor para Cada 11 crianças na Pré-Escola

São 240 docentes para 2.675 meninos e meninas aprendendo as primeiras lições (Divulgação)

Catanduva tem 11 crianças para cada professor na pré-escola. A proporção faz parte de cálculo de O Regional que leva em consideração dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2017, os mais recentes.
São 240 docentes para 2.675 meninos e meninas aprendendo as primeiras lições que vão levar para a vida toda. Quando são analisados apenas os dados da rede municipal de ensino, são 1.982 crianças para 180 docentes. Apesar de ter menor número, na rede particular, a proporção também é a mesma. São 693 alunos para 60 professores.
Com o resultado, a Cidade Feitiço ocupa a 76ª posição no estado, no ranking que analisa o maior número de matrículas. São Paulo lidera com 295.600 crianças que frequentam as escolas. Na sequência aparece Guarulhos (36.786 meninos e meninas) e em terceiro está Campinas (24.685 crianças). A nível nacional Catanduva chegou a 302ª lugar. Na liderança também aparece São Paulo, com diferença no segundo e terceiro lugar respectivamente, ocupados pelo Rio de Janeiro (141.598) e Fortaleza (56.800).
Já quando são analisadas as escolas, Catanduva tem 32 unidades da pré-escola, o que a deixa também em 76º lugar na lista das que tem maior número de instituições de ensino. A nível nacional despenca, ficando na posição de número 785.

Importância da educação infantil
A educação infantil é considerada a base inicial do processo educativo e deve ser desenvolvida em um ambiente em que a infância seja vivida em todos os sentidos, de acordo com o estabelecido na Lei de Diretrizes Básicas (LDB). O artigo 29 aponta que a primeira etapa da educação básica tem como principal finalidade o desenvolvimento integral da criança em aspectos físicos, psicológicos, intelectual e social, complementando a ação de família e da comunidade.
É dever da escola contribuir para o desenvolvimento e realização do próprio ser humano. O principal também é compreender o jeito especial de cada criança, respeitando o tempo e o estilo de cada um. As atividades lúdicas proporcionam desenvolvimento sadio, com habilidades motoras, integração, sensibilidade e ações criativas.
O educador nessa fase da vida, não está lá só para “brincar”. Ele deve cuidar do vínculo emocional, que deve ser fortalecido na relação que os adultos têm com as crianças, para que assim seja criado um espaço para diálogo e reflexão.
Com isso, o educador deve conhecer o processo de como as crianças nessa faixa etária aprendem e se desenvolvem. Para isso, deve saber como os meninos e meninas pensam e o que fazem com os conhecidos, de maneira que o profissional consiga interagir para avanços nas salas de aula.

Cíntia Souza
Da Reportagem Local