Início - Catanduva Registra Cerca de 40 Mil Descargas Atmosféricas

Catanduva Registra Cerca de 40 Mil Descargas Atmosféricas

O período de chuvas pesadas, acompanhado de ventos fortes e raios, se aproxima da nossa região. De setembro a março, ou seja, da primavera até o final do verão, é conhecido como a estação das chuvas no Brasil. Segundo estudo realizado pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Brasil, por ser o maior país da zona tropical do planeta, é o líder em incidência de raios no mundo, com cerca de 77,8 milhões de descargas para o solo a cada ano.
Nos 15 municípios atendidos pela Energisa Sul-Sudeste na região de Catanduva, a distribuidora registrou em 2019, aproximadamente, 40 mil raios. Já em toda a concessão da empresa, que compreende 82 cidades no interior de São Paulo, sul de Minas Gerais e Guarapuava (Paraná), a empresa registrou 257 mil descargas atmosféricas. O número cresce a cada ano e pode impactar diversos setores.
“Os raios podem causar prejuízos, como por exemplo, iniciar incêndios, danificar equipamentos ou até mesmo provocar a morte de pessoas e animais, normalmente as descargas são atraídas por objetos metálicos, sistema de telefonia, antenas externas, redes de TV e internet via cabo. Vale alertar, que além dos raios, os temporais desta época do ano são acompanhados de fortes rajadas de ventos, o que traz um risco adicional a toda população. Os ventos, que muitas das vezes chegam a ultrapassar os 60 km/h, podem lançar objetos sobre as redes de energia, provocar a queda de árvores e galhos sobre carros e casas. Diante desse cenário é preciso ficar atento”, explica o gerente do Departamento de Operação da Energisa Sul-Sudeste, Tiago Luis Diorio Sanches.
O Grupo Energisa conta com uma ferramenta de Alerta de Situação Climática, denominada NetClima, que está presente em todas as unidades da empresa. Ela realiza o monitoramento em tempo real de tempestades severas como chuvas intensas, rajadas de vento muito fortes, com abrangência nacional, o que possibilita às distribuidoras mobilizar suas equipes com antecedência para atender à população com mais agilidade.
Além do sistema de monitoramento, desenvolvido pelo Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), em parceria com a Aneel e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o sistema elétrico conta também com equipamentos automatizados, que permitem manobras a distância, diretamente do Centro de Operação da distribuidora, garantindo mais agilidade na recomposição do sistema.
“A empresa conta com equipes treinadas e mobilizadas para atender à população o mais rápido possível em casos de interrupções de energia, além de recursos e equipamentos necessários para o enfrentamento dessas situações, garantindo o restabelecimento de energia o mais rápido possível com segurança e eficiência. Em 2019, cerca de 7 mil atendimentos foram ocasionados por eventos climáticos”, destaca Sanches.
Anualmente as equipes passam por uma simulação para colocar em prática o Plano de Contingência. O objetivo é reforçar as ações do plano e avaliar o desempenho de todas as áreas envolvidas, diante de situações reais de emergência. Entre as ações do simulado estão o acionamento de todas as frentes de trabalho que devem executar as ações previstas no Plano, simulação de manobras pelo Departamento de Operações, simulação de perda de infraestrutura, perca do Centro de Operações, que monitora todo o sistema elétrico entre outras.
“Com essas tecnologias, quando temos ocorrências durante chuvas, conseguimos manobrar de forma automática as cargas e realizar o restabelecimento do fornecimento de maneira mais ágil. Para isso, isolamos o defeito e reduzimos o número de clientes impactados. Se for necessário, contamos também com subestações móveis que possuem a capacidade de abastecer cidades inteiras durante uma emergência”, complementa o gerente.
Ele lembra ainda que, nos casos de defeitos na rede elétrica provocados por postes derrubados, árvores caídas e cabos rompidos, o tempo de atendimento pode aumentar, por conta da complexidade da ocorrência. Outra frente que minimiza os impactos da chuva é a manutenção constante das redes de distribuição. A Energisa realiza inspeções periódicas nas redes tanto pelas equipes que percorrem a linha, quanto com uso de drones e helicópteros para linhas de transmissão.
“Associado a essas ações estamos sempre com as equipes em campo, fazendo o trabalho de manutenção com base no levantamento realizado durante a inspeção. Fazemos podas em árvores que estão em contato com os fios, limpeza de faixa, obras de ampliação, substituição de equipamentos, enfim, é um trabalho minucioso que prepara o sistema para o período de chuvas”, explica o gerente de Construção e Manutenção, Luiz Moreto.
A população deve também ficar atenta a cuidados importantes: em caso de tempestades, retire todos os aparelhos eletrônicos das tomadas e evite contato com objetos de estrutura metálica que estejam ligados à eletricidade, como fogões, geladeiras e torneiras. Se estiver na rua, procure um lugar seguro e não se aproxime de cabos partidos. Em caso de urgência, entre em contato a Energisa pelas redes sociais, pelo aplicativo Energisa On, pelo site www.energisa.com.br

Myllaynne Lima
Da Reportagem Local