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Catanduva Promove Coleta De Lixo Eletrônico Através De Pontos De Entrega Voluntária

Computadores, celulares, baterias, televisores, câmeras fotográficas, batedeiras e cafeteiras são apenas alguns dos equipamentos que fazem parte do nosso dia a dia. Com o tempo, esses eletrônicos ficam obsoletos ou apresentam defeito e o destino, quase sempre, é o lixo. Em Catanduva, os munícipes contam com os Pontos de Entrega Voluntária (PEVS), para a realização do descarte correto do lixo eletrônico.
O lixo eletrônico é alvo de coleta seletiva nos bairros em Catanduva. Além disso, o munícipe que precisar pode descartar esse tipo de material nos Pontos de Entrega Voluntária (PEVS). O município também participa anualmente do mutirão estadual do lixo eletrônico, como ocorreu em 2019, que contou com pontos temporários de apoio. Todo o material recolhido é direcionado à Cooperativa Recicla Catanduva, que providencia o desmonte e dá destinação final correta ao volume.
A professora de biologia, Amanda Dionísio, alerta que jogar o lixo eletrônico em qualquer lugar pode causar um mal irreparável ao meio ambiente. “Os eletrônicos, quando descartados de forma incorreta, podem liberar substâncias tóxicas na água, no solo e no ar. A contaminação do organismo com os metais pesados, por exemplo, traz diversas consequências para o organismo, como problemas respiratórios e danos ao sistema nervoso, que podem ser desencadeados a partir da contaminação do organismo com o mercúrio, o chumbo e o cádmio, presentes nos eletrônicos”, conta a professora de biologia.
A coleta de lixo eletrônico é muito importante para o meio ambiente. Esses equipamentos geralmente contêm metais pesados como mercúrio e chumbo, que podem contaminar o solo e a água, causando vários problemas à saúde, aos animais e as plantas da região. Além disso, aparelhos eletrônicos são feitos de plástico, metal ou vidro e esses materiais demoram anos para se decompor no solo.
Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado em 2010, o Brasil é o país com maior volume de resíduos digitais por ano: cada brasileiro produz aproximadamente meio quilo. O problema é que o descarte é, normalmente, realizado de maneira errônea. Apesar de todos os materiais merecerem atenção especial quando vão para o lixo, os equipamentos eletrônicos devem ter uma atenção redobrada, devido a principalmente o alto risco de contaminação ambiental que esses materiais podem causar.
O lixo eletrônico deve ser sempre separado dos resíduos orgânicos e dos materiais recicláveis, como papel, plástico, metal e vidro. Para não provocar danos ambientais é preciso descartar o lixo eletrônico em locais apropriados, assim como faz a Cooperativa Recicla Catanduva, com apoio da prefeitura municipal, e alguns centros de estudos, como escolas e universidades, que tem projetos voltados ao descarte de lixo e ao meio ambiente.

André Santos
Da Reportagem Local