Cidades

Catanduva Fica Entre os Maiores Produtores de Seringueira

A cultura da seringueira fica em 19º lugar da economia agropecuária do estado (Divulgação)

Catanduva ficou entre as cidades com maiores produtores de seringueira do Estado de São Paulo. É o que aponta o mais recente estudo do Instituto de Economia Agrícola (IEA) em parceria com a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI). No primeiro lugar da lista está São José do Rio Preto com participação de 28,9%.
A região da Cidade Feitiço teve produção de 7% no levantamento. Mesmo índice visto em Fernandópolis. Em segundo lugar entre os maiores produtores está General Salgado com participação de 17,9%. Barretos vem na sequência com 9,9%. Votuporanga conquistou 7% na exploração da seringueira. A região de Jales ficou com 5% de produção.
Em todo Estado de São Paulo, a safra da seringueira terminou neste ano com produção de mais de 200 mil toneladas de coágulo. O número é 11% maior do que o visto na safra anterior. O crescimento foi de 3,5% na área plantada. Já que a área de produção aumentou 8,6% chegando a 114,9 mil hectares. A produção média alcançou a marca dos 2.521 quilos de coágulo por hectare. Número 2,2% superior à safra anterior.
O aumento na produção tem como motivo o aumento de pés de seringueira e a melhora dos preços que foi vista em 2017. Além disso, o clima mais agradável resultou em melhor produtividade. O estudo mostra que a exploração da seringueira fica localizada principalmente entre o norte e noroeste do estado.
A cultura da seringueira fica em 19º lugar da economia agropecuária do Estado de São Paulo (0,77%). O valor médio mensal recebido pelos produtores paulistas durante a safra ficou com média de R$ 2,94 por quilo de coágulo. O aumento no preço e na produção resultou em alta do valor bruto da produção em 3,58%, chegando a R$ 590.307.564,255.

Tempo de produção
A produção da seringueira segue várias fases. A implantação vai do primeiro ano até o sexto como forma de produção de borracha. A partir do sétimo ano 50% das plantas entram em sangria e no décimo, o seringal tem 100% das árvores em sangria, o que mostra que quanto mais tempo de plantação, melhor é a qualidade da matéria prima.
“O custo de implantação, ou seja, o primeiro ano da cultura é o de maior valor, pois são consideradas as operações como o preparo do solo, plantio, replantio, molhação e outras operações de instalação da cultura. Esse custo apresenta valor de R$15.499,64 para o custo efetivo e custo total de R$17.483,29 por hectare. O valor de implantação até o sexto ano é de R$24.021,05 para o primeiro, enquanto o do segundo é R$28.170,09 por hectare”, explica o estudo do IEA.
A partir do 7º ano dá-se início da sangria e os custos de produção sofrem um aumento, principalmente, pelo impacto da aquisição dos materiais para a sangria e do uso da mão de obra do sangrador. A partir do 10º ano o seringal entra em plena produção com 100% das árvores em sangria tendendo a estabilização da produção.

Cíntia Souza
Da reportagem local

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