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Catanduva é a Terceira em Captação de Órgãos do Noroeste Paulista

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Catanduva é a terceira cidade, entre as principais do Noroeste Paulista, em captação de órgãos. A informação é da Comissão Intra-Hospitalar de Transplante (CIHT) da Fundação Padre Albino por meio de dados da Organização de Procura de Órgãos (OPO), de São José do Rio Preto. O destaque foi motivado principalmente pelo número de captações na Cidade Feitiço, que triplicou.

Em 2018 foram 87 doações. Em igual período de 2017, apenas 28 foram realizadas de janeiro a dezembro em Catanduva. Segundo o setor, o aumento no número das captações é devido à conscientização. Para fortalecer o trabalho de percepção, os hospitais da Fundação, Padre Albino e Emílio Carlos promoveram a campanha publicitária ‘A Vontade é Sua. A Decisão é Deles’.

Em 2018, das 141 entrevistas realizadas com familiares, 87 resolveram autorizar a doação. No período foram 66 córneas e 21 de múltiplos órgãos doados aos pacientes que estavam na fila de espera de transplantes. Entre as doações, tiveram de fígados, rins e pâncreas. Já em 2017, foram realizadas 48 entrevistas, sendo 28 doações (10 de múltiplos órgãos e 18 de córneas). Em 2016 foram 37 e em 2015, 25 doações foram realizadas.

A CIHT é responsável pelo acolhimento e a abordagem com os familiares nos hospitais Emílio Carlos (HEC) e Padre Albino (HPA). “É importante ressaltar que a doação de órgãos é totalmente custeada pelo SUS, ou seja, a família não tem nenhum gasto para isso, pois quem decide sobre a doação é a família. A grande parte de recusas é devido a desconhecer a vontade do potencial doador. Isto somente será atenuado, quando todos os brasileiros tiverem acesso a informações e tomar esta decisão em vida”, ressalta o coordenador da CIHT e da UTI do HPA, professor doutor Jorge Luis dos Santos Valiatti.

Em 2018, a maioria dos óbitos dos potenciais doadores foi do sexo feminino e uma das causas dos falecimentos foi Acidente Vascular Encefálico (hemorrágico ou isquêmico). O CIHT visa primeiramente o acolhimento familiar e a humanização na etapa do luto. “Após o consentimento inicia-se a corrida contra o tempo para realizar todo o processo de doação/transplante que é de alta complexidade. Os profissionais são treinados e capacitados para este trabalho”, constata Valiatti.
Familiares com até 2º grau de parentesco podem autorizar a doação. “Não é necessário deixar nada por escrito. Documentos em nossa legislação atual não são válidos. Por isso, a necessidade de comunicar à família do desejo em ser doador é tão importante. A doação de órgãos não interfere no velório e sepultamento, tampouco na aparência. É um ato de generosidade e empatia” informa Comissão Intra-Hospitalar.

O marceneiro Júlio da Silva esperou por mais de dois anos o transplante do rim. “Só Deus sabe o que eu passei. A hemodiálise é demorada e deixa a gente tão debilitada. Sem contar que eu tinha que fazer dia sim, dia não. É um sofrimento muito grande. Graças a Deus eu consegui meu transplante. Atualmente faz oito meses que sou transplantado, graças a Deus em primeiro lugar e graças a família desse doador que fez esse gesto de amor ao próximo”, diz Silva.

A telefonista Sílvia Correia de Almeida diz que todos os seus familiares já sabem da sua vontade de ser doadora. “Depois que a gente morrer, nada mais vai ser importante para nós. Muito pelo contrário, poderemos ajudar que outras pessoas tenham a chance de sobrevivência. Poder oferecer um órgão seu para um próximo é muito gratificante para a alma. Os seus familiares precisam ter conhecimento disso. Saber que a outra pessoa vai ter a chance de sobreviver e viver uma vida normal já que você não vai mais precisar de nada de seu corpo material”, diz Sílvia.

Karla Sibro
Da Reportagem Local

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