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Catanduva Deve Expandir Número de Leitos Para Possíveis Pacientes com Coronavírus

O Regional

Catanduva deve expandir o número de leitos de isolamento para possíveis pacientes com coronavírus. A rede hospitalar que atende município, quer seja particular ou pelo Sistema Único de Saúde (SUS) busca ficar preparada para atender casos mais graves da doença. Até o momento, dados da Secretaria Municipal de Saúde apontam para 18 suspeitos e três descartados. De acordo com a Fundação Padre Albino, desde janeiro, medidas estão sendo tomadas para o enfrentamento da pandemia de COVID-19.
A diretora de Saúde e Assistência Social, Renata Rocha Bugatti, informa que atualmente a Fundação possui 22 leitos de isolamento para pacientes não críticos, sendo um deles preparado com equipamentos de pressão negativa, além de seis leitos para pacientes críticos. “Considerando que a demanda para tratamento dos casos infectados pelo COVID-19 poderá ser maior, setores do Hospital Emílio Carlos foram isolados para criação de 54 leitos de internação para pacientes respiratórios, sendo 15 destes equipados para cuidados intensivos”, disse Renata.
Para isso, a Fundação investiu com recursos próprios R$ 1,8 milhão para a compra de equipamentos como ventiladores mecânicos, monitores multiparamétricos, eletrocardiógrafos, desfibriladores e bombas de infusão.
“Todas as medidas foram tomadas para elevar o número de leitos para tratamento dos casos de COVID-19, mas é importante salientar que a população tem papel importante nesse processo, devendo manter o isolamento domiciliar para que o vírus não se propague rapidamente, fazendo com que muitas pessoas procurem concomitantemente os serviços de saúde, causando o colapso do mesmo”, frisou o diretor médico do Hospital Padre Albino, Luís Fernando Colla.
Do mesmo modo, a diretoria do Hospital Unimed São Domingos mantém reuniões constantes para tomada de decisões sobre o coronavírus. Há dois meses foi criado o comitê de contingência no hospital.
O hospital investiu na ampliação de estoque de respiradores, filtros, suplementos, materiais e medicações específicas no combate à doença. “Analisamos a capacidade de absorver atendimentos e conseguimos tudo aquilo que não tínhamos de estrutura e materiais”, afirmou o diretor de Recursos Próprios da Unimed Catanduva e diretor superintendente do HUSD, Fábio Macchione dos Santos.
Outra medida já colocada em prática trata-se da abordagem aos pacientes. A partir de agora, seguindo diretrizes preconizadas pelo Ministério da Saúde (MS), há um protocolo específico para atendimento do paciente sintomático respiratório e o não respiratório.
Na parte interna da unidade, as áreas do hospital foram adequadas especificamente para pacientes notificados pelo Covid. De acordo com o diretor de Recursos Próprios, o Hospital Dia foi transformado em uma unidade de terapia intensiva de Covid; todos os leitos do Posto 4 estão preparados para o atendimento de internação. O Posto 5 também funcionará como enfermaria para atendimento aos pacientes com a doença. O Posto 2 será mantido para as demandas de atendimentos assistenciais e o Posto 1 servirá de apoio, caso seja necessário ampliar o número de leitos para pacientes com o vírus.

Exames
Moradores questionaram a demora para resultados sobre exames coletados e direcionados ao Instituto Adolfo Lutz. A observação é feita com base da divulgação de dados de todo o país e de cidades vizinhas como São José do Rio Preto, nas quais os resultados aparentemente são mais rápidos que os divulgados aqui. Em nota, a prefeitura de Catanduva respondeu: “A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que os resultados dos exames para casos suspeitos de coronavírus estão demorando devido à grande demanda de exames enviados por todas as cidades do Estado de São Paulo ao laboratório central do Instituto Adolfo Lutz, na capital. As amostras são processadas tendo como ordem de prioridade os óbitos e pacientes graves de todo o Estado. Desta forma, os exames dos pacientes com sintomas leves da doença – como os casos registrados até agora em Catanduva – compõem uma longa fila de espera”.

Karla Konda
Editora Chefe

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