Cidades

Campanha Chega ao Fim e Catanduva Vacina 88% do Público-Alvo

A meta era chegar a 95% das crianças com idade entre um e cinco anos incompletos (Divulgação/Prefeitura de Catanduva)
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A campanha de vacinação contra poliomielite e sarampo chegou ao fim e Catanduva vacinou 88% do público-alvo. A meta era chegar a 95% das crianças com idade entre um e cinco anos incompletos, estimadas em cinco mil meninos e meninas. Os pais ainda podem procurar a unidade de saúde mais próxima e proteger os pequenos.
A ação terminou ontem (31) e a Secretaria Municipal de Saúde considerou o percentual próximo do estabelecido pelo Ministério da Saúde. “Ao longo da campanha, a Secretaria Municipal de Saúde promoveu dois sábados de atendimentos, além da rotina diária de expediente nos postos. Outra ação que alavancou o número de crianças vacinadas foi a busca ativa, com visitas domiciliares das equipes de saúde e vacinação nas escolas infantis”, informou o setor.
Na ida a Unidade Básica de Saúde os pais devem ter em mãos a carteirinha de vacinação dos filhos. Vale ressaltar que as vacinas são de graça, seguras e protegem contra as duas doenças. As doses só são contraindicadas para imunodeprimidas, como aquelas submetidas a tratamento de leucemia e pacientes oncológicos. A Secretaria Estadual de Saúde aponta que orientou as prefeituras para que as salas de vacinação façam a triagem de crianças que tenham alergia à proteína lactoalbumina, presente no leite de vaca, para que elas recebam a vacina contra sarampo produzida pelo laboratório BioManguinhos.
Além deste produto, os municípios também estão recebendo a vacina produzida pelo Serum Institute of India, enviada pelo Ministério da Saúde, e que contem a referida proteína. Essa vacina poderá ser aplicada normalmente nas crianças não alérgicas. “Não há motivo para preocupação. No Brasil, a incidência de alergia ao leite de vaca é de 2%, portanto, trata-se de uma situação rara”, explica a diretora de Imunização da Secretaria, Helena Sato.
A reação alérgica pode ter como sintomas coceira, náusea, diarreia nas duas primeiras horas após a ingestão do alimento ou produto com o componente. Diante de qualquer suspeita, os pais ou responsáveis devem levar as crianças ao médico. Há 30 anos não há registro de casos de paralisia infantil em todo território paulista e desde o ano 2.000 não existe casos de sarampo no Estado de São Paulo.

Cíntia Souza
Da Reportagem Local