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BOLSONARO, NOSSO PRESIDENTE

Vemos a todo momento, notas e cronistas dispostos a crucificar Jair Bolsonaro. Tratam-no como destinatário de plantão de críticas dos mais diversos calibres. Errou aqui. Errou ali. Nisto e naquilo. Alegam até que houve mudanças de inflexão em seus pronunciamentos. Ah! Ele caiu em contradição! Dizem que insufla apoiadores contra a imprensa! Dizem que inverte sentidos de declarações!
A final, a que leva tudo isso?
Isso contribui para o bom governo?
Isso ajuda a Presidência?
Isso ajuda o Brasil?
A que leva, a final, a sistemática postura de “meter o pau”? Obter suposta correção?
A que leva —— por exemplo —— um repórter de jornal de porte, como vimos no final do ano passado: «Presidente, o que vai ocorrer com seu filho, Flávio, caso se comprove que ele tenha cometido0 crimes?» Ora, há seriedade nisso? A pergunta é educada? É apropriada? De longe, não! O repórter queria, de fato, conhecer a resposta ou só pretendia tisnar a imagem do Bolsonaro? Ainda: isso lá é maneira de abordar o chefe da Nação, em público e para o público? E mais. «Com sintomas de coronavirus, a avó de Michelle Bosonaro, esposa do Presidente, tornou a ser entubada!» Para quê? Que sentido se deve dar a tal postura?
Se o mau gosto e a miséria já fazem parte do cotidiano, por que elevá-los à categoria de passatempo? A imprensa racionaliza o deplorável e o ilogismo de modo a nem mesmo se sentir culpada de coisa alguma.
Cancelei assinatura de grande periódico em razão disso. E olhem que fui leitor desse diário desde criança. Na época, por imposição de meu pai, lia diariamente notas e informações. No entanto, esse grande jornal, em suas manchetes e conteúdo, vem demonstrando a que vem: .«Rombo inédito!” «inconsistências do governo»! «Fraqueza do governante!» É espécie de busca por promoção às custas da vítima eleita? Criticar a administração de Juazeiro não dá Ibope, certo? Ah! Mas criticar a administração do Brasil, dá. Então, lá vai!
Também deixei de lado a programação de notória emissora de tevê.
A imprensa, penso, tem que informar. E não zombar ou fazer caricaturas com palavras, buscando diminuir a figura do administrador em detrimento da marcha administrativa.
O correto é deixar o homem governar. Afinal, ele foi eleito para isso. Para governar! Se este ou aquele comportamento desagrada, paciência. Se o governo está eivado de erros, que se sugira os respectivos consertos. Se é no todo ou em parte que não acerta, de que vale tesourar? É só para enxovalhar e descarregar bílis? A crítica não vai trazer qualquer alteração para melhor nos rumos do governo. Ah! Não vai.
Para ilustrar, imaginemos que um colégio, para longa jornada, escolha determinado motorista para o ônibus. A crítica, a zombaria, a maledicência, os ataques contra o escolhido não vão contribuir para que ele conduza o coletivo com adequação. Pelo contrário. De que adiante ficar, durante a viagem, dizendo uns para os outros ou gritando dos assentos para frente: «Pisou errado no breque? Ficou doido?!». «Faltou habilidade na curva». «A mãe dele está no hospital» «Menos breque!» «Mais acelerador!» «Pára!». «Anda!» «Vira ali, ó!» «Cuidado aí na frente!». «Ei para com isso!» «Liga o pisca-pisca!». É conveniente? É adequado?
Assim, mudando o que deve ser mudado, é o que ocorre com o cidadão que foi eleito para a Presidência. Dizer, por escrito ou na telinha, este ou aquele desaforo, ingrediente de mexerico, não vai contribuir em nada —— nada mesmo! —— para que o Brasil navegue com a serenidade possível e desejada, embora isso sintetize toda a glória de que são capazes. A incapacidade de criar impele-os a destruir. O fato é que ele foi eleito para governar. E não para ser posto na situação de domador diante de leões famintos! Deixem o homem governar. A verdade, no entanto, é que há os que são capazes de tudo —— seja lá o que for! —— para ficar em evidência, para dar Ibope.
Palavras que consolam no caso vertente são as de Bontempelli. Ele deixou escrito que: «se você perceber que a crítica já não profere asneiras sobre você, pare de fazer o que está fazendo. Isso significa que você começou a decair e a se repetir».
Há explicação plausível para isso tudo, há. Os críticos dependem disso para ser notórios. E precisam ser notórios para se convencerem de que realmente existem… Em verdade, eles confundem suas cornetinhas com os clarins da fama.

Marcílio Dias
Advogado. Podcast
www.marciliodias.com

*ARTIGOS ASSINADOS NÃO REFLETEM A OPINIÃO DO JORNAL O REGIONAL