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Banco Central Aponta Que Atividade Econômica Do País Teve Queda De 0,13% No 2º Trimestre

O resultado marca o segundo trimestre seguido de contração da economia

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB), retraiu 0,13% no segundo trimestre de 2019 em relação aos três primeiros meses do ano. Se o resultado negativo for confirmado pelo IBGE, essa queda diz que o país terá uma recessão técnica, devido ao saldo de dois trimestres negativos seguidos, ou seja, desde o início do ano.
O recuo de 0,13% entre abril e junho deste ano foi verificado na comparação com o primeiro trimestre de 2019. O número foi calculado após ajuste sazonal, uma “compensação” para comparar períodos diferentes de um ano. Como o nível de atividade já havia recuado 0,2% nos três primeiros meses deste ano, contra o último trimestre do ano passado, a economia brasileira pode ter entrado em uma “recessão técnica”, que se caracteriza por dois trimestres seguidos de recuo do PIB.
O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O IBC-BR do Banco Central, porém, é somente um indicador criado para tentar antecipar o resultado do PIB, que é calculado pelo IBGE. Os números oficiais do PIB do primeiro trimestre serão divulgados em 29 de agosto. O fraco resultado do segundo trimestre deste ano já era esperado, segundo conta o contador José Eriberto. “Os componentes do PIB já haviam indicado a baixa das atividades no período. O setor de serviços, por exemplo, registrou queda de 0,6% no segundo trimestre, enquanto a produção industrial teve queda de 0,7% e as vendas do comércio caíram 0,3%. A somatória do recuo de todas essas atividades resulta em mais uma queda do Produto Interno Bruto. E sendo está a segundo queda seguida, isso faz com que tenhamos uma recessão técnica, que é uma fase de retração geral na atividade econômica por um certo período de tempo, podendo ter como resultados a queda no nível da produção, o aumento do desemprego, e a queda na renda familiar como principais consequências”.
Apesar da retração do PIB nos três primeiros meses deste ano, e do possível tombo também no período de abril a junho, os economistas do mercado financeiro, o Banco Central e o Ministério da Economia projetam um crescimento da economia em todo este ano. A previsão de é alta do PIB de cerca de 0,8% para o ano de 2019.

André Santos
Da Reportagem Local