Cidades

Alunos do IFSP desenvolvem suporte para quem perdeu o movimento das pernas

Na última terça-feira (12), os alunos do Instituto Federal de Catanduva desenvolveram uma ferramenta que facilita a mobilidade para quem perdeu os movimentos dos braços e das pernas. O projeto foi realizado através do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) integrado ao Curso Técnico em Mecatrônica Integrado ao Ensino Médio. Participaram do projeto: Ana Beatriz, Anderson Macedo, Guilherme Capristo, Ivan Moreira, Lucas Fernandes e Pedro Henrique, com a orientação dos professores Denis Mosconi e Jair de Martin.
De acordo com Lucas Fernandes, um dos integrantes do grupo, o intuito da ferramenta é facilitar a mobilidade e proporcionar maior acessibilidade ao se reclinar e deitar, já que muitos apresentam dificuldade nessa ação tão cotidiana. “O Suporte Elevador de Pernas possui a função de erguer os pés e pernas do usuário até a altura da cama quando este for deitar-se. Após erguê-los, posiciona as pernas sobre a cama para que seja feito o mínimo de esforço por parte de quem o estiver utilizando. O aparelho é compatível com a maioria das marcas de camas e também pode ser usado em macas hospitalares. A altura do equipamento é totalmente ajustável com alças e com uma barra de estabilidade fixada na parte inferior do produto”, comentou.
A ferramenta foi inspirada no aparelho Left Lifter, desenvolvido na Nova Zelândia (Inglaterra). “Nós produzimos um aparelho semelhante ao Left Lifter. Na Nova Zelândia esse aparelho custa em média quatro mil euros, fora seu valor de importação. O intuito do projeto é justamente popularizar o produto diminuindo seu alto custo. Para isso, utilizamos materiais com preços acessíveis, como alumínio, aço 1020, motor elétrico, barra roscada, bandeja de apoio e placa p02239 v1.5. O nosso produto possui a mesma finalidade, mas com preço mais acessível”, detalhou Lucas.
O orientador da turma, Jair de Martin, contou qual foi a sensação em desenvolver o projeto e quais os desafios enfrentados. “Fui contemplado em orientar esses alunos. No início do ano letivo eles me procuraram para uma possível orientação, porém antes do aceite perguntei qual projeto eles estavam cogitando em desenvolver. Quando me apresentaram o “leg lifter” fiquei animado pelo fato deles buscarem algo que seja de extrema utilidade para pessoas com mobilidade reduzida, ou seja, aceitei no mesmo momento em participar desse desafio. Na primeira etapa do projeto, a maior dificuldade foi selecionar o tipo de motor e transmissão, no entanto, conseguimos resolver de maneira prática e rápida utilizando motor e transmissão de portão eletrônico, com a vantagem de utilizarmos a placa eletrônica do portão para acionamento do motor via controle remoto, assim dando mais comodidade para o paciente. Com o decorrer do desenvolvimento outros desafios apareceram, tais como: a estrutura mecânica e articulações para converter o movimento linear do conjunto motor e transmissão do movimento para levantar e acomodar as pernas do paciente na cama.
No final, com o projeto montado e funcionando, tive a sensação de dever cumprido tanto na orientação dos alunos que me surpreenderam, como professor de uma Instituição de ensino que tem o dever em retribuir as pesquisas realizadas para a sociedade. Agora estamos na fase de adequação (normas de segurança e ergonomia) do projeto para ser utilizados o quanto antes em pacientes com mobilidade reduzida”, finalizou o professor.

Myllaynne Lima
Da Reportagem Local