Cidades

Alunos do 5º Ano da Rede Municipal Já Bateram Meta de 2021 no Ideb

O Ideb, no caso de escolas municipais, é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar da Prova (Divulgação)
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Alunos da rede municipal do 5º ano do Ensino Fundamental já bateram a meta estipulada pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para o ano de 2021. É o que mostram dados do Ministério da Educação divulgados recentemente. As classes do 5º ano atingiram 7 pontos, enquanto o esperado para 2021 era 5.9.

A meta para 2017 – ano da avaliação – era de 5.5.
De acordo com informações da Secretaria Municipal de Educação, a maior média foi observada na EMEF Professor José D’Oliveira Barreto, no Jardim Bela Vista, que alcançou 8,2 pontos. Para a diretora Alessandra Cristina Garcia Stela, que está à frente da escola desde 2012, a conquista é resultado do intenso trabalho desenvolvido junto às crianças ao longo dos anos. “O resultado é fruto do empenho de toda a equipe. Os professores e funcionários não medem esforços para oferecer um ensino de qualidade aos nossos 300 alunos. A escola atua em período integral e oferecemos as condições necessárias ao aprendizado das nossas crianças”.
O Ideb, no caso de escolas municipais, é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar da Prova Brasil. O índice reúne resultados de dois conceitos ligados à qualidade da educação: o fluxo escolar e as médias de desempenho nas avaliações.
As cinco escolas de 9º ano analisadas (Arnaldo Zancaner, Darci Januário, Graciema, Nelson Musa e Waldemar Aydar) também obtiveram boas notas na avaliação do Ideb. A maioria se manteve na média prevista para este ano ou obteve nota maior do que a alcançada em 2015, quando foi realizada a avaliação anterior. A pontuação foi de 5.4, mesma meta estipulada para 2017.
Para a secretária de Educação, Tânia Aparecida Ribeiro Fonseca, as notas indicam que o município está no caminho certo. “Temos uma proposta de ensino que proporciona o estímulo ao aprendizado, com material pedagógico de qualidade e voltado aos interesses do aluno. A educação é nosso maior bem e formar cidadãos conscientes é a nossa meta. Estamos muito contentes com os resultados”, disse.
No país
O país segue melhorando seu desempenho nos anos iniciais do ensino fundamental, alcançando em 2017, um índice igual a 5,8. A meta proposta foi superada em 0,3 pontos. Apenas os estados do Amapá, Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul não alcançaram suas metas. Destaque-se que o estado do Ceará, superou a meta proposta para 2017 em 1,4 pontos. Outro destaque é para o fato de que oito estados alcançaram um Ideb maior ou igual a 6,0, são eles: Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Ceará, Paraná, Santa Catarina, Goiás e Distrito Federal. Os estados do Ceará, Alagoas e Piauí apresentaram os maiores crescimentos no período. Ainda é possível observar que os estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais detêm os maiores índices do país nos anos iniciais do ensino fundamental.
Os resultados do Ideb mostram que, apesar de o país ter melhorado seu desempenho nos anos finais do ensino fundamental, alcançando, em 2017, um índice igual a 4,7, a meta proposta não foi atingida. Das 27 unidades da Federação, 23 aumentaram o Ideb, todavia, apenas sete alcançaram a meta proposta para 2017: Rondônia, Amazonas, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Mato Grosso e Goiás. O registro negativo foi a queda do Ideb nos anos finais do ensino fundamental no estado de Minas Gerais.
Os progressos mais expressivos foram alcançados por Amazonas, Ceará e Mato Grosso. No outro extremo, com pouca evolução no Ideb, Amapá, Roraima e Rio Grande do Sul. Cabe também destaque para os estados de Goiás, Santa Catarina, São Paulo e Ceará com os melhores desempenhos nos anos finais do ensino fundamental.
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, Ideb, é uma iniciativa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para mensurar o desempenho do sistema educacional brasileiro a partir da combinação entre a proficiência obtida pelos estudantes em avaliações externas de larga escala (Saeb) e a taxa de aprovação, indicador que tem influência na eficiência do fluxo escolar, ou seja, na progressão dos estudantes entre etapas/anos na educação básica. Essas duas dimensões, que refletem problemas estruturais da educação básica brasileira, precisam ser aprimoradas para que o país alcance níveis educacionais compatíveis com seu potencial de desenvolvimento e para garantia do direito educacional expresso em nossa constituição federal.

Karla Konda
Da Reportagem Local




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