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Acidentes com Crianças Aumentam nas Férias, Apontam Bombeiros

Outro acidente grave que acontece com freqüência é afogamento em piscinas
Cíntia Souza
Da reportagem local
“No período de férias escolares, a incidência de acidentes domésticos com crianças aumenta” a afirmação é do Capitão do Corpo de Bombeiros de Catanduva José Luiz Ferrari Ferreira. Ele aponta que as ocorrências mais comuns são a ingestão de produtos de limpeza, fraturas consequentes de quedas, além de queimaduras com panelas no fogão. O setor não possui estatísticas referentes a esses tipos de ocorrências na cidade.
Ferrari explica que outro acidente grave que vem ocorrendo com certa frequência é o afogamento de crianças em piscinas. “É importante que os pais estejam sempre em contato visual com os filhos, utilizando preferencialmente boias nas crianças, ou fechando a piscina com portão”, disse Ferrari.
Ele também lembra dos idosos, que costumam se acidentar com frequência devido a queda dentro de casa. Aproximadamente 75% das quedas de idosos acontecem no próprio lar. “Entre as orientações está deixar sempre a casa bem iluminada, instalando abajures e telefones próximos das camas além de barras fixas ao lado do chuveiro e do vaso sanitário”, afirmou o Capitão.
 Nas festas de Ano Novo os fogos de artifício sempre provocam acidentes, por maior que seja o cuidado, o uso sempre apresenta risco, devido aos componentes inflamáveis. “É importante que seja tomado o máximo de cuidado, que não seja portado por pessoas que ingeriram bebidas alcoólicas, e que jamais seja permitido que crianças tenham contato com esses produtos”, disse Ferrari.
O Corpo de Bombeiros aponta que sempre atende acidentes graves em rodovias nessa época de festas. “A dica de sempre é nunca dirigir após ingerir bebidas alcoólicas, e nunca pegar estrada com sono, respeitando sempre os limites de velocidade e as sinalizações de trânsito. Diante de qualquer tipo de emergência, ligue imediatamente para o telefone 193”, afirmou o Capitão.
Crianças são mais vítimas de queimaduras
A pesquisa “Perfil epidemiológico de crianças e adolescentes vítimas de queimadura, internados na Unidade de Tratamento de Queimados de Catanduva”, coordenada pela professora doutora Terezinha Soares Biscegli e desenvolvido por um grupo de quatro alunos do curso de Medicina das Faculdades Integradas Padre Albino (FIPA) revela que a queimadura se tornou um problema de saúde pública e alguns estudos mostram que crianças são as maiores vítimas, principalmente abaixo dos cinco anos de idade, sendo que a maioria dos casos de queimaduras em crianças ocorre no ambiente doméstico.
Para a pesquisa, os alunos revisaram 446 prontuários de pacientes menores de 18 anos, internados na Unidade de Terapia de Queimados do Hospital Padre Albino, de 2002 a 2012, anotando em fichas individuais dados demográficos, agentes causadores da queimadura, características das lesões, complicações, intervenções cirúrgicas, tempo de internação e desfecho dos casos.
“A pesquisa foi feita em 382 pacientes com prontuários completos. O sexo prevalente foi o masculino (64,4%) e a faixa etária predominante de menores de 6 anos (52,9%). O domicílio foi o local de 67,3% dos acidentes e os líquidos aquecidos os responsáveis por 47,1% deles. A média da superfície corpórea queimada foi 18% e as regiões mais lesadas o tórax e os membros. Queimaduras de primeiro e segundo graus aconteceram em 64,4% dos casos, infecção secundária em 6,5% dos pacientes e procedimentos cirúrgicos em 45%. O tempo médio de internação foi 9,8 dias e a mortalidade foi de 1,6%”, informa a professora doutora Terezinha Soares Biscegli.