Cidades

‘A Depressão Não Deve Ser Tratada Como Frescura’, Aponta Especialista

Internautas de O Regional afirmam possuir familiares que já foram ou são vitimas da depressão (Divulgação)
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“A depressão não deve ser tratada como frescura” – É essa a principal orientação dada pela especialista entrevistada pela reportagem de O Regional, a psicóloga Gyovana Chimello, quando o assunto é o Transtorno Depressivo. Pode parecer bobagem, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que até 2020, a depressão se torne a doença mais incapacitante do mundo. Prova disso pode ser vista na página oficial do Jornal O Regional quando cerca de 70% dos internautas afirmaram possuir pelo menos uma pessoa na família que já foi vítima da doença.
Segundo dados da OMS, aproximadamente 6% da população do Brasil já apresentou quadro de depressão. O número pode parecer pequeno, mas representa um total de 11,5 milhões de brasileiros, fator que coloca o Brasil no topo dos países da América Latina com maior número de casos da doença.
No âmbito global, o número de casos cresceu mais de 18% em dez anos. Tendo em vista esses números alarmantes, a saúde mental já é considerada uma prioridade para o setor. Hoje (10) é o Dia Internacional da Saúde Mental, data que pretende trazer à público mais informações e combater o preconceito em torno das doenças psicológicas alertando sobre seus efeitos, sintomas e tratamentos.
Em entrevista ao Jornal O Regional, a psicóloga explica o que é a depressão para a Psicologia. “Na abordagem de análise do comportamento, a depressão está relacionada a vários fatores, mas é possível observar que pessoas com depressão tendem a ter baixa emissão de comportamentos, baixa frequência de situações prazerosas, reclusão do meio social, e alterações neurobiológicas no organismo que contribuem para manter um estado emocional de irritabilidade, desânimo e tristeza”, afirma.
De acordo com a especialista, as causas que podem gerar o transtorno variam de pessoa para pessoa, fazendo com que somente seja possível uma avaliação concreta quando a vítima é submetida ao tratamento. “Como cada pessoa tem uma história de vida, nela que encontraremos as causas que desencadearam e mantêm esse estado deprimido. Generalizando, algumas das causas podem advir de acontecimentos que foram desagradáveis e marcantes, presença constante de situações aversivas, doenças, alterações hormonais, entre muitos outros fatores”, esclarece Chimello.
A psicóloga ainda comenta que familiares de vítimas podem ter dificuldades em detectar os sintomas da doença: “Para os familiares nem sempre os sintomas da depressão são aparentes, pois está muito ligado com o sentir do paciente. Quem vive a doença consegue observar melhor os sentimentos e sensações devido às alterações de humor, o desinteresse pelas coisas rotineiras, inclusive as que costuma sentir satisfação e prazer”, acrescenta.
Para aqueles que convivem com pessoas que enfrentam a doença, o conselho é redobrar a atenção e não considerar os sintomas como “frescura”. “A pessoa com quadro depressivo precisa de tratamento, o que envolve o acompanhamento médico, medicamentoso e psicoterapia. Os dois procedimentos de tratamento são complementares e garantem uma melhora na qualidade de vida do paciente. Tratar apenas com medicamentos, o procedimento pode ficar deficitário e prolongado”, disse a psicóloga.
“Se está passando por isso ou conhece alguém, minha orientação é que procure um psiquiatra e um psicólogo. Ambos podem ajudar na recuperação para uma vida mais feliz”, finaliza Chimello.

Da Reportagem Local

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