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7 Em Cada 10 Microempreendedores Apostam Em 2019 Como ‘Ano dos Negócios’

Empresários estão otimistas com negócios no próximo ano (Divulgação)

Para os donos de pequenos negócios, 2018 não foi um bom ano. É o que revela a pesquisa “Expectativa para a economia e para a empresa”, feita pelo Sebrae. Conforme o levantamento, a cada 10 microempreendedores individuais, 7 apostam em 2019 como “Ano dos Negócios”. Dos mais de 5,8 mil empreendedores, 67% estão otimistas com o próximo ano. Os motivos vêm da situação política e econômica que o Brasil enfrentou ao longo de 2018.
“O resultado da eleição mostrou que o brasileiro, de um modo geral, não tolera mais a corrupção. E isso também se reflete nos pequenos negócios, que representam a grande força da nossa economia. Prova disso é que estes empresários apostam na mudança no governo e em crescimento de vendas para o próximo ano”, analisa o presidente do Sebrae Guilherme Afif Domingos.
De acordo com a pesquisa, do número total, apenas 9,9% estão pessimistas e acham que o próximo ano será pior. A expectativa mais negativa partiu principalmente dos empreendedores com nível de escolaridade alta (superior ou mais), enquanto que a positiva está acentuada entre os com menos estudo (até ensino médio).
Conforme o comparativo traçado no estudo, os grandes vilões para os negócios em 2018 foram as taxas de juros e os níveis elevados de desemprego. Os MEI foram os que mais reclamaram da falta de trabalho no setor, enquanto as empresas de pequeno porte (EPP) e microempresas (ME) citaram a corrupção e a recessão como principais problemas.
Para 2019, a expectativa para 41,8% dos empresários dos pequenos negócios, dos segmentos do Comércio, Indústria e Serviços, é que o novo pleito trará grandes mudanças no país. Outros 23,9% avaliam que haverá poucas mudanças e 22,6% não creem em modificações no cenário atual. Os mais pessimistas (27%) são os MEI. O Norte lidera entre os otimistas (49%), seguido pelo Centro-Oeste (45%), Sul (43%), Nordeste (38%) e o Sudeste (37%), região também onde estão aqueles que não vislumbram mudanças relevantes (26%).

ESTRATÉGIAS PARA 2019
A pesquisa do Sebrae faz ainda avaliação sobre custos, mostrando que 29,7% dos entrevistados, principalmente EPPs e MEs, acreditam que os impostos e taxas representam o item que mais tem pressionado as empresas. Esse fator atinge os segmentos do Comércio, Indústria e Serviços. Já custos com mão-de-obra, matérias-primas e mercadorias, foram citados por pouco mais de 17,1% e 15,8% dos empresários, respectivamente. Nos três casos, o impacto maior é entre os Microempreendedores Individuais.

Da Reportagem Local