Cidades

501 Mortes Tiveram Causas Evitáveis em Catanduva, Segundo Ministério da Saúde

Catanduva registrou 501 mortes por causas evitáveis, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde/SUS. Os dados correspondem a 2018, ultimo ano de divulgação pelo órgão.
Deste número, 10 deles foram mortes de crianças de zero a quatro anos e 491 de 5 a 74 anos. Para a junção destes dados, as Secretarias de Saúde dos municípios coletam as Declarações de Óbitos dos cartórios e entram, no SIM, para preencherem as informações sobre cada caso.
Ainda segundo o sistema, podem ser consideradas causas evitáveis, dezenas de doenças e acidentes. Em crianças de 0 a 4 anos – muitas delas reduzíveis por ações de imunização como tétano, sarampo, rubéola, caxumba ou meningite. Outras como doenças infecciosas intestinais, bacterianas, arbovírus (como dengue), febres hemorrágicas. Há situações como acidentes domésticos, envenenamento e quedas.
Para as crianças acima de cinco anos e até 75, dentre as causas evitáveis estão relacionadas tuberculose, hepatites virais, infecções respiratórias, influenza, infecção do trato urinário, exposição ao fumo, envenenamento, lesões autoprovocadas e agressões.
Na semana passada, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou um relatório com os desafios da saúde pública em todo o mundo. A lista tem 13 itens, mas citaremos alguns deles.

Aumento ao acesso
de medicamentos
Segundo a OMS, um terço da população mundial não tem acesso aos medicamentos necessários, vacinas e outros produtos essenciais.

Doenças infecciosas
e seus combates
HIV, tuberculose, hepatite, doenças tropicais e infecções sexualmente transmissíveis. Dados mostram que mais de 4 milhões de pessoas morreram por essas doenças. últimos anos, doenças evitáveis por vacinas, como o sarampo, se espalharam pelo mundo – inclusive em países desenvolvidos – e causaram 140.000 mortes apenas em 2019, muitas delas crianças.
Preparação para possíveis epidemias
A OMS afirma que todos os anos, muito é gasto para reduzir surtos de doenças e outras emergências, mas pouco é gasto para evita-los.
Investimentos para os profissionais da saúde – A OMS estima que até 2030, o mundo precisará de 18 milhões de trabalhadores da saúde adicionais, principalmente em países de média e baixa renda. É preciso estimular novos investimentos para treinar profissionais de saúde e pagar salários adequados.

Karla Konda
Editora Chefe