Cidades

480 Catanduvenses Tem Asma e Ainda não Sabem, Aponta Estudo

CATANDUVA teve 79 internações por asma de janeiro de 2016 a junho de 2018 (Divulgação)

480 catanduvenses tem asma e ainda não sabem, aponta estudo do GINA (Iniciativa Global de Combate à Asma). A asma é uma doença crônica que não tem cura, mas pode ser controlada com medicamentos. Segundo dados do DATASUS-MS, Catanduva teve 79 internações por asma de janeiro de 2016 a junho de 2018. Dois óbitos foram registrados no município. O custo, em média, para internação do SUS é de R$ 890 por paciente, além dos custos indiretos.

“De acordo com o GINA a prevalência da doença no Brasil, em adultos acima dos 18 anos, é de aproximadamente 12%. Destes, somente 4,4% teriam um diagnóstico médico de asma, ou seja, em Catanduva, teríamos aproximadamente 480 adultos asmáticos. Os pacientes, em sua maioria jovens e economicamente ativos, permaneceram em média 4,8 dias no hospital”, esclarece o professor doutor Marcelo Macchione, pneumologista e diretor do Departamento de Função Pulmonar da SPPT (Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia).

O especialista explica que os principais  sintomas da doença são: falta de ar, tosse e chiado no peito. Os sintomas podem ser desencadeados pela exposição à poeira, mofo, fumaça, dentre outros.

A asma tem períodos que se agrava mais. “São mais comuns no início da manhã e da noite e costumam melhorar com o uso de broncodilatadores. Estes sintomas são provocados pelo estreitamento dos brônquios causado pela inflamação”.

Segundo dados do Ministério da Saúde, 20 milhões de pessoas possuem asma no Brasil.

“O histórico familiar de asma, rinite ou dermatite é um fator de risco importante. Além destes, fatores ambientais como poeira domiciliar, ácaros, fungos, fumaça, variações climáticas e infecções virais costumam estar presentes. O diagnóstico da asma é feito através de uma avaliação clínica e confirmado por exames de função pulmonar”, diz.

O médico constata que o problema da asma é a falta de conhecimento sobre a doença. Muitos pacientes tratam a doença apenas nos períodos crônicos, quando na verdade deve ser medicada por um período longo, conforme a orientação médica.

“A maioria dos pacientes não sabe que se trata de uma doença crônica e que não tem cura. Por conta disso, eles tratam apenas durante as crises, o que, além de não resolver o  problema, pode acarretar em prejuízos à saúde. Em alguns casos, as pessoas faltam ao trabalho, à escola, não conseguem praticar uma atividade física e nem mesmo sair de casa. O desconhecimento da doença e o tratamento inadequado são os maiores obstáculos que enfrentamos. Sabemos que podemos ajudar essas pessoas, mas elas precisam procurar ajuda”, ressalta o pneumologista.

Novos medicamentos têm colaborado para o tratamento da asma. “Do total de asmáticos no país, somente 10% apresentam asma grave e, destes, 5% são portadores de asma de difícil controle. Nos últimos anos, surgiram várias medicações para o tratamento da asma, inclusive para os casos de difícil controle”, conclui Macchione.

Uma dieta balanceada em grãos, vegetais e frutas, pode ajudar a amenizar os sintomas da asma, assim como melhorar o controle da doença.

Karla Sibro
Da Reportagem Local




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