Cidades

23% do Salário do Catanduvense Ficará Com a Passagem de Ônibus

Gasto com transporte será maior com reajuste (Divulgação)

De 23% – é esse o per­­centual do salário do catanduvense que fi­­cará comprometido apenas com a passagem de ônibus. A média é feita por aqueles que ganham salário mínimo que é de R$ 954. Por mês, os gastos só com o transporte coletivo urbano chegarão a R$ 225 a partir de primeiro de setem­bro. O cálculo de O Regional leva em consideração 30 dias, que incluem não só os tra­ba­lhos, como também as saídas para o lazer daqueles que não possuem carros ou motos. Por dia, o custo de ida e volta é de R$ 7,50. Na semana esse custo chega a R$ 52,50 e no ano resulta em R$ 2.737,50 gastos só com transporte.
Até o final deste mês o custo com transporte, que já era apontado como mais sal­­gado entre os usuários che­gava a R$ 7,20 por dia e de R$ 50,4 por semana. No ano esse custo até agora é esti­mado em R$ 2.628, o que cor­responde a R$ 109,50 de diferença entre o novo valor e o antigo.
Quando o custo com pas­sa­gem é comparado com a ci­dade vizinha, São José do Rio Preto, a diferença é signifi­ca­tiva. O motivo é que por lá, o gasto é de R$ 6,20 com o trans­­porte coletivo urbano a cada dia. Na semana o custo é de R$ 43,40 e no ano R$ 2.263, resultado de R$ 474 à menos do que em Catanduva. Essa diferença corresponde a 49% do salário mínimo brasi­leiro.
O reajuste na tarifa de ôni­­bus foi anunciado na última quinta-feira (23) em Catandu­va. Na ocasião, a prefeitura dizia que o preço estaria abai­xo da média das cidades pau­listas do mesmo porte.
O reajuste, ainda de acor­do com o setor teria sido au­to­ri­­­zado para cumprir cláu­su­la contratual com a Jundiá. A Se­cretaria de Trânsito e Trans­­­por­tes Urbanos (STU) in­for­ma­va no comunicado que a revisão da tarifa teria como base um estudo de planilha de custos, que foi apresentada pe­la própria Jundiá. “A cor­reção também segue variação do Imposto Na­­cional de Pre­ços ao Con­­sumidor Amplo (IPCA) nos últimos 12 me­ses”, constava no comunicado.
Outro fator que foi levado em consideração pela STU teria sido o prazo de contrato firmando com as empresas de transporte. “A maioria das ci­­­da­­­­des mantém contratos de 20 anos, em alguns casos até com possibilidade de reno­va­ção. O contrato mais dura­dou­ro, em tese, favoreceria a manutenção de tarifas mais baixas”, infor­mou.

Cíntia Souza
Da Reportagem Local