WonderMan, mas podem chamar de Magnum
Com todos os oito episódios já disponibilizados no Disney +, a mais recente minissérie de heróis do estúdio é daquelas que ninguém dava nada por ela, mas surpreende. Concebida num tempo em que tudo que a Marvel fazia virava ouro, o estúdio produziu com resultados pífios uma série de seriados com personagens desconhecidos do grande público, como Invasão Secreta, Echo, Agatha Harkness ou IronHeart, entre outras. A própria Disney não acreditava muito nessa série, então lançou tudo de uma vez, sem suspense ou expectativa. Mas Magnum, a minissérie, é melhor do que se podia esperar.
WonderMan (literalmente, “Homem-Maravilha”, uma contradição à mais famosa WonderWoman, a Mulher-Maravilha da DC), no Brasil recebeu o nada a ver nome de Magnum, quando publicado nas revistas da Abril.
Pensada como uma sátira dos super-heróis, cheia de humor, drama pessoal e referências meta à própria indústria cinematográfica, a série foi criada pelo cineasta Destin Daniel Cretton, conhecido por Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis. Magnum combina drama, comédia e comentário social sobre fama e identidade no universo dos super-heróis e em Hollywood.
No centro da história está Simon Williams (Yahya Abdul-Mateen II, de Watchmen e Aquaman), um ator lutando para alavancar sua carreira em Hollywood enquanto esconde habilidades sobre-humanas que podem prejudicar sua imagem e carreira.
O enredo se desenrola quando Simon cruza caminhos com Trevor Slattery (Ben Kingsley), conhecido dos filmes Homem de Ferro 3 e Shang-Chi, onde viveu o Mandarim, um ator contratado para ser um suposto vilão. A partir daí, os dois embarcam em uma jornada que mistura a vida dos bastidores com a realidade de um mundo de super-heróis. No caso, a refilmagem de uma antiga série chamada WonderMan, da qual Simon era fã na infância. A trama gira entre aliados, antagonistas do governo e figuras do meio artístico, como Joe Pantoliano, que interpreta a si mesmo, numa cena de metalinguagem.
Embora Magnum explore uma história mais introspectiva e satírica, a série mantém conexão com o Universo Cinematográfico Marvel (MCU) graças a personagens como Slattery (o Mandarim), além de menções e estética compartilhada com os demais filmes e séries do estúdio. Apesar disso, Magnum faz parte de um novo selo de conteúdos chamados de Marvel Spotlight, concebidos para contar histórias que podem ser apreciadas isoladamente, ou seja, sem que o público precise estar totalmente atualizado com os eventos do MCU.
Nos quadrinhos da Marvel, Wonder Man surgiu em 1964 como um personagem complexo: inicialmente vilão e manipulador, ele acaba se tornando um herói e membro importante dos Vingadores da Costa Oeste. Sua história original envolve experimentos químicos e uma transformação em super-humano movido a “energia iônica”, com profundas conexões com personagens como Visão, Feiticeira Escarlate e outros heróis clássicos.
Em Magnum, a série não explora literalmente essa origem ou sua transformação, ao menos inicialmente, preferindo focar no aspecto humano e na vida de Simon antes do estrelato.
A escolha de fazer de Simon um ator negro em ascensão, e não um herói branco clássico, é vista como um movimento ousado, misturando realismo de Hollywood com elementos fantásticos.
Após Magnum, a Marvel já tem outras séries confirmadas no Disney+ como parte de sua programação de streaming e da Fase Seis do MCU. Entre elas está VisionQuest, uma série centrada no personagem Visão, com Paul Bettany reprisando seu papel em WandaVision e Vingadores. Além disso, o calendário da Marvel inclui adaptações e projetos animados e live-action como a segunda temporada de Daredevil: Born Again,
Autor