Vem aí a 15a edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba
Festival notório por apresentar filmes em primeira mão no Brasil, tanto nacionais quanto internacionais, o “Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba” chega à 15ª edição com mais de 70 títulos na programação. O festival ocorre na capital paranaense de 04 a 13 de junho. Estão reunidos curtas e longas-metragens distribuídos em oito mostras - Competitiva Brasileira, Competitiva Internacional, Novos Olhares, Mirada Paranaense Sanepar, Exibições Especiais, Olhares Clássicos Cine Passeio, Olhar Retrospectivo e Pequenos Olhares, além das sessões de abertura e de encerramento. A abertura do festival será no dia 04/06, com o filme brasileiro “Yellow cake”, de Tiago Melo – exibido na Ópera de Arame, em uma tela de 400 polegadas, com capacidade para cerca de 1500 pessoas; o de encerramento será em 13/06, de “Salvação” (“Kurtulus”), coprodução Turquia, França, Países Baixos, Grécia e Suécia ganhadora do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim desse ano.
Criado como um festival de cinema independente em 2012, o Olhar de Cinema já levou mais de 250 mil pessoas para as salas de cinema e exibiu mais de 1200 filmes do mundo inteiro. Consolida-se, assim, como um dos mais importantes festivais internacionais de cinema do Brasil. Além das exibições de filmes, haverá também o Seminário de Cinema de Curitiba (com debates, palestras e encontros com profissionais do audiovisual), três oficinas (realizadas entre os dias 05 e 07 de junho) e o CuritibaLab (laboratório de pós-produção de filmes, com consultoria de montagem e marketing).
O Olhar de Cinema é viabilizado por leis de incentivo e patrocínios, como Ministério da Cultura (via Lei Rouanet) e Governo do Estado do Paraná, via Secretaria da Cultura e Profice (Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná). Conta com patrocínio do Terminal de Contêineres de Paranaguá, Sanepar, Mili, Fomento Paraná e Solvay Peróxidos, além de apoio do Projeto Paradiso, Uninter, Cine Passeio, Cinemateca de Curitiba, Teatro da Vila e Icac (Instituto Curitiba de Arte e Cultura) e incentivo da Prefeitura de Curitiba e da Fundação Cultural de Curitiba.
Ingressos e locais de exibição
Os ingressos estarão à venda a partir do dia 12 de maio, pelo site oficial do evento, https://olhardecinema.com.br. Preços: Ingressos avulsos no valor de R$ 18 por sessão (inteira) e R$ 9 (meia), e credenciais a partir de R$ 147 (para até 19 sessões), conforme os lotes. Haverá sessões gratuitas, com retirada de ingresso 30 minutos antes da sessão.
Serão novamente cinco locais de exibição do festival: Cine Passeio, Museu Oscar Niemeyer (Auditório Poty Lazzarotto), Cinemateca de Curitiba, Teatro da Vila e Ópera de Arame.
Mostra Competitiva Brasileira – Longas:
São 16 filmes nacionais na programação:
- A noite e os dias de Miguel Burnier (Dir. João Dumans)
- Adulto/Homem (Dir. Pedro Diógenes)
- Cerimônia (Dir. Fabio Ramalho, André Antônio, Chico Lacerda)
- Disciplina (Dir. Affonso Uchôa)
- Duwid Tuminkiz – Makunaima é Duwid? (Dir. Gustavo C. Wapichana)
- Fiz um foguete imaginando que você vinha (Dir. Janaína Marques)
- Marimbã está acontecendo (Dir. Maryn Marynho)
- Maxita (Dir. Mariana Machado e Ana Maria Machado)
- O segredo sagrado (Dir. Everlane Moraes)
- Olhe para mim (Dir. Rafhael Barbosa)
- Pinguim de doce de leite (Dir. Ana Vitória Miotto Tahan)
- Pirexia (Dir. Nico da Costa)
- Quase inverno (Dir. Rodrigo Grota)
- Reparação (Dir. Marcus Curvelo)
- Telúrica, a íntima utopia (Dir. Mariana Lacerda)
- Um filme para lembrar da utopia (Dir. Reinaldo Cardenuto)
Mostra Competitiva Internacional – Longas:
São 15 filmes de vários países, como França, Irã, Canadá, Turquia, Itália, Marrocos, Albânia, Bolívia e Chile:
- A noite já está partindo (Dir. Ramiro Sonzini e Ezequiel Salinas)
- Bouchra (Dir. Orian Barki e Meriem Bennani)
- Cada época sonha com a próxima (Dir. Johannes Gierlinger)
- Cartas a meus pais mortos (Dir. Ignacio Agüero)
- Desencaixar (Dir. Danielle Kaganov)
- Dragão (Dir. Yashira Jordán)
- Má sorte (Dir. Jan Eihardt)
- Nan Ginen (Dir. Feguenson Hermogène)
- Não me deixe morrer (Dir. Andrei Epure)
- O inimigo (Dir. Andrej Chinappi)
- O profeta (Dir. Ique Langa)
- Outra terra (Dir. Ben Russell)
- Se pombos virassem ouro (Dir. Pepa Lubojacki)
- Sussurros de um perfume ardente (Dir. Mo Harawe)
- Um calendário incompleto (Dir. Sanaz Sohrabi)
Filmes clássicos e restaurados
A seção “Olhar Retrospectivo” da edição desse ano do festival homenageia o cineasta polonês Andrzej Wajda (1926-2016), apresentando seis filmes seus restaurados, realizados entre os anos 60 e 70, como “Terra prometida”, “Caça às moscas” e “O maestro”. Já na “Olhares Clássicos Cine Passeio” serão 10 filmes antigos, de vários países, como Alemanha, Brasil, Estados Unidos e França, em cópias restauradas que voltarão para a tela do Olhar de Cinema. São filmes de diretores conceituados, como Béla Tarr, David Lynch e Frederick Wiseman. Dentre eles estão “As aventuras do Príncipe Achmed” (1926), “Vento norte” (1951), “High School” (1968) e “Veludo azul” (1986).
Outros filmes no festival
Na programação, entre as seções “Exibições Especiais” e “Novos Olhares”, filmes do mundo todo, feitos entre 2025 e 2026 integram a programação, como “A paixão segundo GHB”, “Segunda pele”, “Anistia 79”, “Barbara Forever” e “Futuro futuro”.
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