Valor inestimável do emprego

Para o pai de família, o trabalho registrado não é apenas um contracheque, é a espinha dorsal da dignidade, do planejamento e da segurança de quem ele ama. Em um cenário em que Catanduva registrou saldo negativo de 104 vagas no ano passado, com queda acentuada de quase 1.900 postos de trabalho em dezembro, a fragilidade desse pilar se torna evidente, gerando apreensão em lares por toda a cidade. O trabalho formal representa a materialização do compromisso: é a garantia de que o esforço diário se converterá em benefícios concretos. A carteira assinada significa acesso a direitos previdenciários, como aposentadoria e auxílio-doença, que funcionam como um colchão de segurança contra imprevistos. Sem esse amparo, um problema de saúde súbito pode significar a ruína financeira da família. Além dos benefícios legais, o emprego registrado carrega um peso emocional imenso. É a base para a realização de sonhos - a matrícula na escola, a compra da casa própria, a capacidade de prover uma alimentação nutritiva e oferecer passeios e lazer. A estabilidade proporcionada pelo vínculo formal permite que o provedor olhe para o futuro com confiança, e não com a ansiedade que os indicadores negativos de Catanduva trazem. Quando os números da economia apontam para o fechamento de vagas, o medo que se instala é o da interrupção desse ciclo de planejamento. A perda de um emprego formal significa, muitas vezes, a suspensão de financiamentos, a necessidade de cortar despesas básicas e, o mais doloroso, a sensação de falha na missão de proteger o núcleo familiar. Portanto, a luta pela geração de empregos formais em Catanduva é uma luta pela saúde social e emocional da comunidade. É garantir que cada pai de família possa honrar seu compromisso diário com a certeza de que seu esforço está solidamente ancorado na lei, transformando o trabalho em um legado de estabilidade para seus filhos.

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Da Redação
Direto da redação do Jornal O Regional.