Responsabilidade compartilhada
A expectativa de aumento no fluxo de veículos durante o feriado prolongado de Tiradentes mobiliza diferentes frentes de atuação nas rodovias paulistas, todas com um objetivo em comum: salvar vidas. De um lado, a concessionária Ecovias Noroeste Paulista, responsável pela rodovia Washington Luís e outras vias da região, reforça equipes operacionais, amplia o monitoramento e posiciona recursos estratégicos para garantir rapidez no atendimento a ocorrências. De outro, fiscalização realizada pelo Detran-SP em Catanduva revela uma realidade preocupante: ainda há motoristas insistindo em combinar álcool e direção, comportamento que segue entre as principais causas de acidentes graves e fatais. Ou seja, enquanto a concessionária celebra resultados positivos em feriados anteriores, com redução nos índices de acidentes e maior eficiência no atendimento graças ao trabalho intensificado, a ação contra a alcoolemia do Detran-SP nos lembra que a segurança no trânsito não depende apenas da estrutura oferecida pelas concessionárias ou do trabalho dos órgãos fiscalizadores. A conduta do motorista continua sendo fator decisivo. Das quase 700 abordagens feitas em Catanduva, foram 29 autuações por condutores que misturaram álcool e direção – ou que evitar o teste do etilômetro. Isso evidencia que ainda existe resistência à adoção de comportamentos responsáveis ao volante. Embora o número de infrações represente minoria diante do total fiscalizado, cada condutor flagrado dirigindo sob efeito de álcool representa um risco concreto para dezenas de pessoas. Essa combinação entre reforço operacional e fiscalização rigorosa mostra que a redução de acidentes passa por duas frentes complementares: prevenção e conscientização. A presença de equipes nas rodovias ajuda a minimizar consequências e garantir apoio rápido, mas somente a mudança de comportamento dos motoristas pode evitar que tragédias aconteçam. Por isso, quaisquer avanços registrados nas operações anteriores são motivo de reconhecimento, mas não de acomodação. Enquanto houver condutores ignorando regras básicas de segurança, campanhas educativas e ações fiscalizatórias continuarão sendo indispensáveis.
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