Reflexos da economia em 2026

A economia brasileira em 2026 projeta um cenário moderado com o PIB (Produto Interno Bruto) estimado em 1,8% e 2,3%, acompanhado por um processo de desinflação e, nessas condições, o ambiente deve equilibrar inflação baixa e desemprego controlado com cautela, devido ao risco fiscal, aperto no crédito e incertezas eleitorais no segundo semestre.

É certo que os reflexos econômicos enfrentarão desafios significativos decorrentes da tensão entre políticas fiscais e outros aspectos, para que haja um equilíbrio, principalmente no tocante às importações e exportações, dando ênfase à balança comercial, trilhando novos caminhos de progresso efetivo.

Um dos principais pontos abordados por especialistas foi o descompasso entre as políticas fiscal e monetária, enquanto o governo adota políticas de estímulo ao consumo, o Banco Central do Brasil eleva os juros para conter a inflação, criando um cenário contraproducente para a economia brasileira.

O Brasil, independente de quaisquer situações, é respeitado internacionalmente, já que se enquadra como um dos maiores produtores de alimentos do mundo e já adquiriu confiança perante aqueles que importam nossos produtos, entre eles, a China e os Estados Unidos, fatores de alta expressão para o cenário econômico de 2026, especialmente para o contexto político do país.

No mercado de trabalho, considerado um dos fatores importantes dentro desse contexto, o governo adota que a taxa de desemprego deverá permanecer em um índice de 5,6%, onde configura no menor índice da série histórica, com um rendimento médio em patamar recorde, o que ajudou sustentar a massa salarial e o consumo das famílias, mesmo com o encarecimento de crédito.

Há de se fazer alusão nesta oportunidade à dívida pública brasileira, um dos fenômenos que deve ser evidenciado e que deverá alcançar aproximadamente R$ 10,3 trilhões durante o exercício de 2026, depois de encerrar 2025 com um índice recorde de R$ 8,6 trilhões, independente de uma política voltada aos interesses de redução e que viesse ao encontro do desejo de toda a sociedade brasileira.

A passagem de um ano para outro é permeada de projeções e expectativas. Para nós, brasileiros, o ano em curso promete fatos significativos, especialmente no tocante à reforma tributária, um sonho que até hoje não se tornou realidade, além das dúvidas sobre os benefícios que poderão ser direcionados a todos os contribuintes que pagam seus impostos religiosamente.

Nesse sentido são muitas as interrogações, já que especialistas divergem quanto às previsões. Alguns economistas veem o cenário econômico brasileiro para 2026 como positivo, com crescimento moderado, mas com fundamentos melhores do que em ciclos anteriores, destacando a elevação da renda líquida e melhoria do poder de consumo às famílias de baixa renda.

Contudo, a maioria dos analistas demonstra preocupação, já que o ano de 2026 começa com perspectiva de crescimento econômico baixo em um contexto de juros elevados com índice de 15% estabelecido pelo Banco Central do Brasil. Nesse caso, a impressão é de que haverá redução dos investimentos, justamente em função das altas taxas de juros.

Enfim, nesse contexto, a manutenção de juros encarece o crédito para famílias e empresas. Com isso, inibe um crescimento robusto para 2026, em função de uma política desfavorável à expansão da própria economia.

Autor

Alessio Canonice
Ibiraense nascido em 30 de abril de 1940, iniciou a carreira como bancário da extinta Cooperativa de Crédito Popular de Catanduva, que tinha sede na rua Alagoas, entre ruas Brasil e Pará. Em 1968, com a incorporação da cooperativa pelo Banco Itaú, tornou-se funcionário da instituição até se aposentar em 1988, na cidade de Rio Claro-SP, onde reside até hoje.