Quando a justiça falha, a infância paga o preço
É revoltante.
É indigesto.
É impossível aceitar.
Um homem de 35 anos simplesmente leva uma criança de 12 anos para morar com ele como “esposa”. Com autorização da família. Como se fosse normal. Como se fosse aceitável. Como se uma menina de 12 anos tivesse maturidade para assumir um papel que nem uma adulta compreende por completo.
Doze anos.
Uma idade de escola, de cadernos, de sonhos, de inocência.
E a escola fez o que tinha que fazer. Denunciou.
O Conselho Tutelar fez o que tinha que fazer. Fiscalizou.
Houve prisão.
As instituições que ainda cumprem seu dever agiram.
Mas o que revolta ainda mais é o que vem depois.
A mãe, que deveria ser proteção, foi omissão.
Ao invés de acolher, entregou.
Ao invés de defender, concordou.
Lavou as mãos diante da própria filha.
E quando chega o momento em que a Justiça deveria ser firme, deveria ser exemplo, deveria proteger quem é vulnerável, vem a absolvição.
Absolvido porque alegou “vínculo amoroso”.
Que tipo de vínculo pode existir entre um homem de 35 anos e uma criança de 12? Desde quando desigualdade de idade, de maturidade e de poder virou romance? Desde quando vulnerabilidade virou escolha?
Uma criança dessa idade não entende as consequências físicas, emocionais e psicológicas de uma relação com um adulto. Não tem estrutura mental para consentir algo dessa dimensão. A lei existe justamente porque crianças precisam de proteção, inclusive contra decisões que parecem “aceitas”, mas que são fruto de imaturidade e influência.
E ainda mais grave: conviver com um adulto que usa drogas, que bebe, que expõe essa menina a um ambiente completamente inadequado. Isso não é cuidado. Não é amor. Não é liberdade.
É negligência.
É abuso de poder.
É falha moral.
Ela foi negligenciada pela mãe.
Foi colocada em risco por um adulto.
E foi desamparada por uma decisão que deveria proteger.
O Estatuto da Criança e do Adolescente existe para garantir proteção integral. A infância não pode ser ignorada. Não pode ser negociada. Não pode ser romantizada.
Quando uma decisão dessas acontece, a mensagem que ecoa é perigosa: que basta chamar de amor para que tudo seja perdoado.
Mas não é amor.
Criança não é esposa.
Criança não consente.
Criança precisa ser protegida.
E quantas outras estão vivendo isso agora, em silêncio?
Em quantas cidades esse tipo de situação é escondido atrás de discursos convenientes?
Não é questão política.
É questão de humanidade.
É questão de proteger quem não tem voz suficiente para se defender.
A infância não pode continuar pagando o preço pela omissão dos adultos.
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Danyela Xavier
Digital Influencer
Autor