Pilar de esperança
A iniciativa de Daniela Fernandes e Júlio Cesar Pereira, ao fundarem o Instituto Paola em Itajobi, movidos pela luta pessoal com a Síndrome White Sutton de sua filha, é um lembrete da vitalidade e da necessidade do Terceiro Setor no Brasil. Em um país onde a demanda por serviços especializados frequentemente excede a capacidade de resposta do poder público, ONGs e entidades se tornam a linha de frente para cobrir lacunas críticas no atendimento à população. A saúde e a educação de crianças com necessidades especiais exigem recursos altamente especializados, dedicação integral e, muitas vezes, uma flexibilidade que a burocracia estatal nem sempre permite. É nesse vácuo que a paixão e a visão empreendedora de pais e cidadãos engajados, como Daniela e Júlio Cesar, transformam a dor particular em um projeto de bem coletivo. Ao oferecerem tratamento amplo e gratuito, eles não estão apenas complementando a rede de apoio; estão, em muitos casos, sendo a única porta de acesso a um cuidado de qualidade para muitas famílias. O Instituto Paola, bem como outras associações e ONGS da nossa região, a exemplo das Apaes, Corujas do Bem ou Associação Destemidas, exemplificam o poder da solidariedade estruturada. Sua existência garante que o direito ao desenvolvimento pleno e à dignidade não seja um privilégio de quem pode pagar, mas sim uma realidade acessível a todas as crianças com deficiência. Essa atuação gratuita é um ato de profunda responsabilidade social que alivia o sistema público e, mais importante, oferece um ambiente de acolhimento onde o foco está na capacidade e no potencial de cada criança, e não apenas em seu diagnóstico. Ao transformar a experiência pessoal em um serviço comunitário, o casal não só honra a jornada de Paola, mas também constrói legado de inclusão e respeito. A sociedade civil organizada, personificada em entidades como essas, é, portanto, o motor essencial que impulsiona a justiça social, garantindo que os mais vulneráveis recebam o suporte necessário para prosperar.
Autor