Petróleo, alvo principal

Sim, o petróleo historicamente se posiciona com um dos alvos principais e um motor central de conflitos, guerrilhas e disputas geopolíticas, especialmente no Oriente Médio. A infraestrutura, que é o caso das refinarias, a exemplo da Ilha de Kharg no Irã é frequentemente atacada, no sentido amplo de paralisar economias e financiar grupos armados.

Há de se ressaltar que o petróleo é descrito como causa de conflitos fortemente armados, especialmente na região do Golfo Pérsico, onde cerca de 20% do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz. Nessas condições, é certo que a guerra provoca a maior crise de fornecimento de petróleo da história.

Saliente-se que países do Golfo reduziram em pelo menos 10 milhões de barris diários diante da guerra e do bloqueio do Estreito de Ormuz, em face dos conflitos incessantes no Oriente Médio, o que representa maior perturbação de fornecimento dos dias presentes no que concerne ao mercado mundial de petróleo, afirma o relatório da Agência de Energia da OCDE (Organização Para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), com sede em Paris.

Analistas projetam que o preço do petróleo pode bater recorde entre US$ 90 e US$ 100 no curto prazo. O movimento mais recente reflete a incerteza em torno da escala e da duração do conflito atual e reconhece que o futuro político do Irã pode ter implicações importantes para a instabilidade do Oriente Médio, disse James Hosie da Shore Capital.

Mais de 200 mil embarcações, incluindo petroleiros e navios-tanque de gás, os quais ancoraram fora do Estreito de Ormuz. Segundo dados de transporte marítimo divulgados no último domingo, três navios-tanque foram danificados e um marinheiro morreu em ataques na água do golfo.

Com os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã nas últimas semanas, o Estreito de Ormuz, que é corredor por onde passa cerca de 20% do petróleo negociado no mundo, está praticamente fechado para o tráfego comercial.

O Irã é um dos maiores produtores de petróleo do mundo, ocupando a terceira posição como uma das principais potências petrolíferas do Oriente Médio, o país possui vastas reservas com o petróleo representando uma parte central da sua economia e o controle estratégico do Estreito de Ormuz.

Quanto à produção e exportação, o Irã produz cerca de 4 milhões de barris por dia e exporta em média entre 1 e 2,1 milhões de barris diários, mesmo diante de sansões internacionais. Nessas condições, a Ilha de Kharg é o principal terminal de exportação, responsável por 90% das saídas de petróleo bruto.

Os principais conflitos envolvendo o petróleo concentram-se no Oriente Médio, motivados pelo controle de reserva e de rotas de exportação, gerando crises globais de preços. Histórias marcantes incluem o embargo de 1.973, Guerra do Ypom Kippur, a guerra do Irã-Iraque, a guerra do Golfo (1.990) e tensões recentes no Estreito de Ormuz.

A Venezuela, por exemplo, tal como o Irá, possui grandes reservas petrolíferas, estimadas em 303 milhões de barris diários. Essa riqueza natural é considerada ao mesmo tempo uma bênção daquele país, um fenômeno socioeconômico, mas que resultou em declínio econômico, instabilidade política e pobreza, em vez de construir um desenvolvimento sustentável.

Autor

Alessio Canonice
Ibiraense nascido em 30 de abril de 1940, iniciou a carreira como bancário da extinta Cooperativa de Crédito Popular de Catanduva, que tinha sede na rua Alagoas, entre ruas Brasil e Pará. Em 1968, com a incorporação da cooperativa pelo Banco Itaú, tornou-se funcionário da instituição até se aposentar em 1988, na cidade de Rio Claro-SP, onde reside até hoje.