PENEIRA FINA - 04.02.26

Cidades da região não aparecem entre as ‘campeãs do emprego’

O Governo de São Paulo atualizou o ranking das campeãs do emprego, trazendo agora os números totais de 2025. Em vez de 50, a relação elenca os 100 municípios que mais abriram postos de trabalho de janeiro a dezembro do ano passado, começando por São Paulo, com 101.818, e terminando em Agudos, com 502. Ao todo, o estado criou 311.228 vagas com carteira assinada, segundo dados divulgados pela Fundação Seade, com base nas informações do Caged. Chama atenção o fato de que nenhuma cidade da região de Catanduva apareceu na listagem, já que, conforme O Regional revelou ontem, a que mais abriu vagas foi Itajobi, com 218 empregos.

Alguns destaques

A principal cidade do Noroeste Paulista, São José do Rio Preto, figura na 23ª posição, com 2.186 vagas no ano. A pequena Monte Azul Paulista, que tem menos de 20 mil habitantes, é a 20ª, com 2.475 empregos gerados. Matão, com cerca de 80 mil moradores, na região de Araraquara, é a 9ª colocada, com 4.260 novos postos. Com o porte semelhante a Catanduva, a cidade de Barretos figura na 62ª posição, com 864 vagas, enquanto Birigui é a 30ª, com 1.588.

Só pra lembrar

Catanduva sequer disputou vaga no ranking estadual, já que, em vez de abrir, o município teve saldo negativo na geração de empregos, com 104 postos de trabalho fechados no ano passado.

Não foi desmonte

Os membros da diretoria da Sociedade Italiana de Catanduva, Jane Aparecida Venturini, Felipe Boso Brida e Ricardo Dezuani, respectivamente presidente, vice-presidente e tesoureiro em três gestões compreendidas entre 2020 e 2025, não concordaram com o uso do termo “desmonte” na reportagem de O Regional do último domingo. Na visão deles, “não houve desmonte da instituição pela referida diretoria, já que não houve intenção do grupo em destituir ou acabar com a Sociedade”.

Crise instalada

Em nota enviada ao jornal, os ex-gestores da Sociedade Italiana afirmaram que o que ocorreu nos últimos seis anos, nas palavras deles, foram: “diminuição drástica de sócios pagantes, pandemia da covid (que fez com que se cessassem os eventos na instituição) e crescimento das despesas do prédio (como água, IPTU e energia), o que gerou dívidas impagáveis”. Eles afirmam ainda que, até meados de 2025, o quadro societário era de 20 sócios apenas e que a gestão passada tentou de todas as formas, com a diretoria e parceiros, restabelecer as atividades.

Vale dizer

Ao afirmar que os últimos 5 anos de inatividade da Sociedade Italiana foi um período “marcado por transformações, passando do desmonte quase completo para uma fase de revitalização”, O Regional se referiu ao processo de fechamento e venda do prédio histórico, que estava sendo proposto pela antiga diretoria. Mas isso é passado. Que a nova fase seja positiva.

Ninguém assume

Ex-funcionários do Hospital Mahatma Gandhi reclamam que a Prefeitura de Catanduva e a organização de saúde ficaram jogando um para o outro a responsabilidade pelo pagamento dos últimos colaboradores, que acabou não saindo. Conforme trouxemos ontem na coluna, será necessária nova autorização judicial para que os valores sejam liberados. O problema é que, ao longo do dia, os trabalhadores teriam recebido várias informações cruzadas sobre o caso.

Autor

PENEIRA FINA
Coluna da Redação de O Regional.